Foi inaugurada, esta tarde, a Exposição “Produção artesanal portuguesa, a atualidade do saber-fazer ancestral”, resultante de uma conjugação de esforços entre a Secretaria Regional de Agricultura e Pescas, através do IVBAM, a Direção-Geral das Artes e a Câmara Municipal do Funchal, no sentido de valorizar o Saber-Fazer regional.
“O artesanato representa a identidade cultural de um povo. Cada peça carrega tradições, técnicas e histórias que passam de geração em geração, e que temos a obrigação de preservar e divulgar”, adiantou o Secretário Regional de Agricultura e Pescas, Nuno Maciel, que assume esta parceria com sendo estratégica, para a salvaguarda, valorização e desenvolvimento sustentável da produção artesanal tradicional na Região Autónoma da Madeira.
Integrada no Programa Nacional Saber Fazer Portugal, esta Exposição destaca o Arquipélago da Madeira, através da integração de peças representativas do Bordado da Madeira, dos Vimes e dos Cordofones, as quais poderão ser apreciadas até 1 de agosto de 2026, no Centro Cultural e de Investigação do Funchal (ex-matadouro).
Na representação do Bordado da Madeira, integram duas peças das empresas Abreu&Araújo e Bordal, as quais foram adquiridas pela DGArtes.
Na representação dos Vimes, destaca-se o Carrinho de Cesto, propriedade da Associação de Carreiros do Monte; um Cesto Vindimo da autoria do artesão Manuel Figueira (Curral das Freiras), o qual foi adquirido pela DGArtes e um cadeirão do artesão Agostinho Freitas, pertencente ao acervo do IVBAM.
Na representação dos Cordofones, agregam três peças dos artesãos Carlos Jorge e Henrique João (pai e filho), nomeadamente Viola d’Arame, Rajão e Machete.
Integram ainda a exposição, um Chapéu de Palmito da artesã Maria Amélia Melim (Porto Santo) e um Barrete de Orelhas da artesã Isabel da Eira (Camacha). Estas duas peças já constam do repositório nacional, publicado em livro, em abril de 2024.
Para além desta exposição, estão a decorrer várias ações, nomeadamente o Repositório do Saber Fazer, uma das medidas mais estruturantes do Programa, que reúne e divulga, através de uma plataforma digital, o conhecimento sobre a produção artesanal tradicional.
Na página https://programasaberfazer.gov.pt/, a Madeira já se encontra representada em várias Artes (Atlas) e Rotas, nomeadamente, “Arte: Tecelagem”, “Rota: Ao Som das Violas de Arame”, “Rota: Cestaria de Vime” e “Rota: Do Oceano as Artes”, tendo o Instituto do Vinho e Bordado da Madeira disponibilizado à DGArtes, uma listagem de artesãos, nomeadamente Bordadeiras de Casa, uma vez que o Bordado Madeira não constava deste diretório.
De forma a promover a cooperação entre agentes e territórios, está em processo de implementação a Rede Portuguesa Saber Fazer, direcionada a entidades públicas ou privadas (coletivas ou individuais).
Neste sentido, o IVBAM, assim como o Museu Etnográfico da Madeira e o Conservatório Escola das Artes estão a prestar apoio à DGArtes, com vista à do 2º Encontro da Rede Portuguesa Saber Fazer, que irá decorrer, de 16 a 18 de junho, na Madeira.
Nos locais onde o Programa Saber Fazer desenvolveu Laboratórios de Intervenção Territorial com maior profundidade, como é agora o caso da Madeira, tem vindo a ser editado um livro, em que o IVBAM presta apoio na investigação e na articulação com os artesãos.