O presidente do Governo Regional salientou hoje a transformação estrutural importantíssima que o concelho da Calheta sofreu nos últimos decénios. Uma transformação que será agora complementada por uma nova fase, que visa a transformação daquele município num hub de crescimento económico e prosperidade, numa nova centralidade.
Miguel Albuquerque falava nas comemorações do Dia do Concelho da Calheta, que hoje decorreram no porto de recreio local. Onde começou por referenciar que a presidente de Câmara, Doroteia Leça, não tem de ter qualquer relutância em solicitar aquilo a que a Calheta tem direito. «Nós estamos aqui para trabalhar em conjunto», disse.
Neste sentido, sublinhou os vários investimentos públicos que fizeram com que a transformação que o concelho sofreu tivesse ocorrido «em todas as infraestruturas básicas da qualidade de vida, acessibilidades, saneamento básico, água, enfim tudo aquilo que não existia e agora existe em termos de estruturas». E também «na educação, na saúde, na cultura, em tudo aquilo que transforma uma sociedade e traz benefícios para a nossa comunidade».
Essa, disse, foi uma transformação exponencial. «Os nossos antepassados não tiveram ocasião de usufruir deste momento histórico, que é um momento fundamental», sublinhou.
Mas, agora, a linha de orientação do Governo para o concelho da Calheta Calheta passa por criar ali uma centralidade regional, um hub de desenvolvimento e prosperidade.
Neste sentido, recordou que quando se fala da Madeira há um «princípio ideológico que norteia a ação do Governo, que é a convicção de que só o crescimento económico traz prosperidade, só o crescimento económico traz desenvolvimento, só o crescimento económico esbate as desigualdades, só o crescimento económico é que traz igualdade de oportunidades, só o crescimento económico traz mobilidade social, só o crescimento económico traz melhores desígnios sociais e realização profissional para os trabalhadores, só o crescimento económico traz bem-estar e qualidade de vida às nossas populações».
Portanto, assumiu, «o que nós estamos aqui a desenhar é tornar a Calheta num dos melhores concelhos do País». «Nós aqui não fazemos as coisas por meios termos», lembrou.
Miguel Albuquerque referiu-se ainda o campo de golfe, para lembrar que o projeto não é apenas um campo de golfe, mas sim uma estratégia que passa por implementar, a partir do mesmo, um polo de desenvolvimento fundamental para toda a zona oeste da Madeira. E nunca como um problema, como «alguns andam a dizer por aí».
«O golfe é um investimento estrutural, que vai trazer – é bom temos esta noção – só através do investimento imobiliário e agregado a concessionar, 110 milhões de euros em construção, incluindo os dois hotéis e as moradias. Aquilo que está ligado aos serviços associados ao golfe – está tudo estudado, não estamos a inventar a pólvora –
vai trazer quase 40 milhões de euros em movimentação de serviços disponíveis, despesas agregadas, salários. Vão ser criados cerca de 500 empregos. Só em salários são mais de 9,5 milhões de euros, por ano», elencou.
Para Miguel Albuquerque, trata-se de «um campo de golfe de qualidade, que é o mais bonito de Portugal e talvez da Europa, que vai estar agregado a um conjunto de infraestruturas de desenvolvimento, que vai trazer crescimento económico, bem-estar e emprego qualificado e que vai criar maior desenvolvimento em toda a zona oeste».
A outro nível, referiu-se ainda ao facto de as escolas do ensino básico e do secundário da Calheta terem alunos de 26 nacionalidades: «Ainda bem, porque nós não somos provincianos. A Madeira só se desenvolveu quando foi cosmopolita».
E acrescentou. «Nós queremos criar, na Madeira cidadãos da Autonomia, mas que são também cidadãos do mundo. Nós somos um hub cosmopolita, nós não somos uma província fechada. Pelo conseguinte, esta transformação também é muito importante».
Miguel Albuquerque falou ainda da nova via rápida. Para acentuar que «toda a gente sabe que a Madeira não tem a capacidade financeira para executar, com dinheiros do seu Orçamento, uma via rápida entre a Ribeira Brava e a Calheta».
«Assim, como é que ela será feita? Será feita aproveitando a renegociação das PPP, no sentido de ao longo de várias dezenas de anos, o custo dessa obra possa ser amortizado, sem pôr em causa os sectores sociais do Orçamento Regional. Nós iniciámos, neste momento, essa negociação. Isso implica um trabalho importante e técnico. Estamos a começar e em breve vamos passar a conclusões. É uma obra que poderá demorar alguns anos, mas é um problema que será resolvido», garantiu.
O líder madeirense aproveitou ainda para anunciar, aos sócios, aos simpatizantes e os atletas do Estrela da Calheta Futebol Clube que será construída uma bancada no campo municipal. A obra, asseverou, já estará incluída no próximo orçamento regional.
A concluir, disse que Doroteia Leça é uma política simpática, mas também muito competente. E garantiu à edil da Calheta que pode contar com ele.