Miguel Albuquerque deixou essa garantia aos empresários responsáveis por mais um investimento privado na cidade do Funchal, lembrando que já é a terceira obra que inaugura daquele grupo empresarial «constituído por grandes empresários».
Porque, conforme acentuou, «sem investimento não há crescimento económico». E, acrescentou, «sem crescimento económico não há esbatimento das assimetrias, não há esbatimento das desigualdades, não há melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, não há combate à pobreza (não há erradicação da pobreza sem crescimento económico) e não há emprego».
Nem sequer há, lembra, desenvolvimento empresarial, porque «só com o investimento e crescimento económico as cadeias de fornecimento das empresas e dos serviços podem trabalhar para continuar a ajudar nesse mesmo crescimento».
Segundo o governante, «o crescimento económico é a base da coesão social e do desenvolvimento integral das nossas sociedades».
Miguel Albuquerque rejeitou ainda uma tese de que se deveria travar o investimento privado, de modo a se poder mais facilmente a preços acessíveis.
«Nós vamos continuar a investir maciçamente na habitação. Estamos a acabar de investir 175 milhões de euros e mais 809 casas, para garantir casa às famílias, sobretudo a jovens casais. Vamos continuar a investir, já no próximo ano, em todas as modalidades de habitação acessível, em todos os concelhos da Região», reiterou.
Uma aposta forte e que é prioritária e que não vai impedir que a Região continue a apostar em três sectores económicos que se têm revelado decisivos para a economia regional.
Um desses sectores é o imobiliário, sublinhou, que foi responsável por um volume de negócios, no ano passado, na ordem dos 900 milhões de euros.
Outro é o Turismo, advogando que parar o investimento no sector seria um suicídio para a Região.
Assim, defendeu que «o investimento no turismo de qualidade continuará a ser um grande objetivo de crescimento económico na Madeira».
«Nós somos uma terra vocacionada para o Turismo. Essa história do turismo a mais é uma treta, que não tem qualquer sentido. O que é preciso é organizarmos o Turismo, continuar a melhorar os preços dos serviços e dos produtos em consonância com a melhoria da qualidade, como está no programa Upgrade. Por isso, aliás, o RevPar na Madeira, desde 2019, já duplicou. E pela primeira vez, em 2025, passou dos 104 euros!», disse.
E para que não restem dúvidas, rematou: «O Turismo vai continuar, é fundamental para todos os sectores».
O terceiro sector onde se vai continuar a apostar, lembrou, é o do Alojamento Local. E para os que o criticam pede que se lembrem como eram as freguesias, o nível de vida das suas populações, antes do AL, a leste e a oeste, mas também no norte da Madeira.
Mas, há ainda outros argumentos, como recordou: « Hoje, o AL é a base da sustentação financeira de muitas famílias, da reabilitação de edifícios que estavam a cair aos pedaços. Potenciador da criação de comércio e de serviços. E veio dar uma grande vida às freguesias que estavam a ficar desertificadas».
Desta forma, garante que «o AL é para continuar a ser feito, sem colocar em causa a qualidade de vida nos prédios de habitação coletiva». Por isso, recordou, «é que a CMF não vai autorizar mais AL em habitação coletiva».
Miguel Albuquerque, em resumo, deixou o aviso: «Não contem com o Governo para dizer que o investidor que quer transformar a sua terra, que quer recuperar imóveis que estão há anos a cair, que não o pode fazer».
«Enquanto eu estiver no Governo o investimento é para continuar. E eu só lamento que graças a um conjunto idiotas de leis nacionais se demore tanto tempo para se poder decidir as coisas. Enquanto eu estiver no Governo vamos continuar a apoiar os investidores, os agentes económicos, os empresários», garantiu.
E foi ainda avisando para que não lhe venham com «conversas para parar aquilo que não podemos parar, que é para haver regressão, para parar o avanço das nossas sociedades, que isso seria suicídio».
Porque, lembrou, «quando começa a haver pobreza, quando começa a haver desemprego, quando começa a haver estagnação económica, quando as pessoas deixam de ter rendimento, então é que as forças radicais proliferam».
«A única forma que elas têm de crescer é quando há pobreza. Quando as pessoas têm trabalho, quando as pessoas se sentem realizadas, quando há progresso na sociedade, as pessoas não vão atrás de conversas dos radicais», sintetizou.
Para depois, concluir: «Portanto, este é o rumo do Governo, porque é assim que eu quero».
O prédio hoje reabilitado é um edifício urbano de quatro pisos, com a recuperação a mantar a fachada original.
O edifício integra loja comercial no piso térreo, com cerca de 200 metros quadrados e apartamentos nos pisos superiores. Os apartamentos destinar-se-ão ao arrendamento de curta ou de longa duração.