A Secretária Regional de Educação, Ciência e Tecnologia, Elsa Fernandes, participou nas Primeiras Jornadas Ponto e Vírgula, que assinalaram o “pontapé de saída”, neste ano letivo, daquele projeto que une a Secretaria, o PLAZA, a MEO e o Diário de Notícias da Madeira.
«Falar de Educação é falar de conhecimento, mas é também falar de palavras. É falar da capacidade de ler, de compreender, de questionar, de argumentar e de comunicar. É falar, em última análise, da capacidade de cada jovem compreender o mundo e nele participar de forma consciente e responsável. E é precisamente por isso que iniciativas como estas são tão importantes», relevou Elsa Fernandes, destacando o facto de o PV convidar os alunos a sair da sala de aula.
«Existe um perfil de competências do aluno à saída do secundário que contempla competências dos jovens quer dentro quer fora da sala de sala de aula e este projeto contribui facilmente para o seu desenvolvimento.»
A Secretária Regional considerou que o ensino da língua portuguesa não se esgota na aprendizagem das regras gramaticais ou na correção da escrita. «A língua é uma ferramenta de pensamento, de criatividade e de participação cívica. Quando ensinamos um aluno a escrever, estamos também a ensiná-lo a organizar ideias, a defender pontos de vista, a ouvir outras perspetivas e a construir a sua própria voz. E quando ensinamos a ler, estamos a abrir portas. Portas para o conhecimento, para a imaginação, para a cultura, mas também para uma cidadania mais informada», sublinhou, constatando que os alunos estão permanentemente expostos a uma enorme quantidade de informação.
«Notícias, opiniões, imagens, vídeos e conteúdos digitais chegam até eles a uma velocidade sem precedentes. Neste contexto, saber ler já não significa apenas decifrar palavras. Significa saber interpretar. Significa distinguir informação de opinião. Significa reconhecer fontes credíveis. Significa questionar aquilo que se lê e não aceitar como verdadeiro tudo o que nos chega. Por isso, a literacia mediática e a literacia digital são hoje dimensões fundamentais da educação. A aproximação entre a Escola e os meios de comunicação social permite aos nossos alunos contactar com a realidade, compreender como se constrói uma notícia, perceber a importância da verificação dos factos e reconhecer o jornalismo como um elemento essencial de uma sociedade democrática», enalteceu Elsa Fernandes.
Para a governante, as Primeiras Jornadas Ponto e Vírgula constituem, assim, uma oportunidade para aproximar a Escola da Comunidade e celebrar a língua portuguesa, a leitura, a escrita, o jornalismo e, acima de tudo, a capacidade de pensar. «Uma sociedade que lê é uma sociedade mais preparada para pensar. Uma sociedade que escreve é uma sociedade capaz de deixar memória, conhecimento e identidade. E uma sociedade que sabe interpretar criticamente aquilo que lê é uma sociedade mais livre. É esse compromisso com uma educação de qualidade, inclusiva e capaz de preparar os nossos jovens para os desafios do presente e do futuro que continuaremos a assumir», concluiu.
As Primeiras Jornadas Ponto e Vírgula constituíram uma oportunidade para a renovação do protocolo de cooperação entre a SRE e o PLAZA, subscrito por Elsa Fernandes e Vítor Rodrigues, respetivamente, para a apresentação dos correspondentes das 15 escolas secundárias participantes nesta 12.ª edição, para conhecer o trajeto de alguns dos ex-correspondentes, como Eva Xavier, estudante de Medicina, Bia Peixe, empreendedora e fundadora do projeto Despertar Criativo, ou João Pedro Olim, jornalista da TVI e da CNN Portugal. E constituiu um excelente momento de convívio.