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Guias intérpretes na lota para atualizar conhecimentos adquiridos há 30 anos

As guias intérpretes reconhecem a “importância da informação atualizada” para transmitir aos turistas “uma imagem real e positiva da Madeira”. A última vez que fizeram formação sobre as principais espécies da pesca regional foi há 30 anos. 14-06-2021 Mar e Pescas
Guias intérpretes na lota para atualizar conhecimentos adquiridos há 30 anos

No final de uma visita demorada à lota do Funchal, onde assistiram ao primeiro leilão, às 6 da manhã, e conheceram as novas instalações, o grupo de guias intérpretes fez saber que são elas próprias que promovem, suportam e organizam as ações de formação que lhes permitem atualizar os conhecimentos e tomar contato com novas realidades.

 

Nesse sentido, referiram que a visita à lota foi “excelente” pelo volume de novas informações que recolheram, nomeadamente o circuito do peixe, desde a captura até à mesa, a variedade existente nos mares da Madeira, a higiene, segurança e qualidade alimentar e a atualização de conhecimentos, em particular aqueles que foram transmitidos pelo mestre José António, que deu às guias uma “aula completa” sobre o processo de pesca do peixe-espada, desde a preparação da embarcação e do isco, até à descarga em lota.

 

O secretário regional de Mar e Pescas, Teófilo Cunha, fez questão de receber as guias intérpretes às seis da manhã, precisamente por reconhecer “o importante papel que têm na divulgação da Madeira, não apenas em relação à beleza paisagística, mas também a nossa riqueza cultural, a gastronomia, os usos e costumes”, referiu.

 

O governante ficou sensibilizado com “o profundo interesse demonstrado pelas guias ao longo da visita, e isso viu-se na preocupação que tiveram em tomar muitas notas”, bem como através das “muitas perguntas que fizeram” ao mestre José António, ao chefe de divisão das lotas, Pedro Delgado, e ao próprio secretário regional.

 

“Foi uma visita didática, em que as guias mostraram interesse em saber como se processa a pesca do peixe-espada, desde a profundidade à distância da costa, a quantidade de dias que estão no mar, quantas horas levam a capturar o peixe, quantos tripulantes tem a embarcação, como funciona o aparelho de pesca”, notou Teófilo Cunha.

 

 


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