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Eduardo Jesus diz que Festival de Órgão posiciona-se na vanguarda da Europa

O governante lembrou que o património organístico que a Madeira possui “é a base da riqueza e diversidade proporcionadas no Festival” 27-10-2019 Turismo e Cultura
Eduardo Jesus diz que Festival de Órgão  posiciona-se na vanguarda da Europa

“O ‘10º Festival de Órgão da Madeira’, pela dimensão excecional desta edição posiciona-se, sem dúvida, na vanguarda dos festivais europeus dedicados ao Órgão”. Quem o disse hoje foi o secretário regional de Turismo e Cultura, Eduardo Jesus, depois de assistir ao último concerto, que decorreu na igreja do Convento de Santa Clara, no Funchal, da edição “com mais público de sempre na história do Festival de Órgão”.

O governante lembrou que o património organístico que a Madeira possui “é a base da riqueza e diversidade proporcionadas no Festival”, motivo pelo qual deixou claro que “continuaremos a contribuir para uma política consistente de salvaguarda e promoção deste património”.

Eduardo Jesus complementou ainda que o Festival “foi também a oportunidade para dar a conhecer e internacionalizar o património artístico da Madeira ao nível da composição. Refiro-me, em particular, ao concerto que encerra o Festival dedicado ao Barroco na Madeira”.

Daí que tenha manifestado a esperança que o concerto “possa contribuir para uma maior atenção aos concertos e ao conjunto da obra de António Pereira da Costa, Mestre Capela da Sé do Funchal e o primeiro madeirense conhecido a editar partituras”.

11 eventos em 10 dias

Nos últimos 10 dias, a Secretaria Regional de Turismo e Cultura organizou um Festival com 11 concertos em quatro concelhos diferentes: Funchal, Porto Santo, Ponta do Sol e Machico, todos em monumentos nacionais e em Imóveis Classificados de Interesse Público, concretamente igrejas e conventos.

Trata-se de um projeto inserido nas ‘Comemorações dos 600 anos’ que aliou Cultura, Arte e Património Cultural, valorizando o património artístico imóvel da Região Autónoma da Madeira ao nível dos órgãos históricos, com um programa de concertos subordinado ao tema ‘Seis séculos de música para órgão’, do Século XV ao Século XXI.

Estreias absolutas

Esta edição do ‘Festival de Órgão’ trouxe a grande novidade de estreias absolutas com criação contemporânea, apostando numa grande diversidade de formações e de repertórios: de recitais a solo a concertos com orquestra sinfónica.

Durante estes dias, “foi dada a oportunidade de ouvir algumas das mais antigas obras para órgão, até à música dos nossos dias (incluindo a estreia de peças escritas especialmente para esta ocasião), bem como composição em tempo real, um verdadeiro paradigma de contemporaneidade”, referiu o secretário regional de Turismo e Cultura.

O Concerto de Encerramento da ‘10.ª edição do Festival de Órgão da Madeira’ teve, também, esta dupla missão: dar a conhecer património artístico imaterial e proporcionar uma oportunidade de internacionalização da música escrita por António Pereira da Costa. Feito através do convite ao “Ensemble Bonne Corde”, uma formação artística com jovens músicos de várias partes do mundo, que se foram cruzando em locais tão prestigiados como o Real Conservatório de Haia (Holanda) e a Orquestra Barroca da União Europeia e que colaboram regularmente com os mais importantes agrupamentos de Música Antiga da Europa.

Este grupo, que se apresenta nos mais variados palcos internacionais, passa a incluir a partir de hoje no seu currículo e reportório, a estreia moderna de obras barrocas com origem na Madeira, o que é muito importante, não só pelo seu simbolismo na história da música portuguesa, mas também pelo seu valor musical intrínseco.

Uma nota a realçar para o facto do concerto de hoje ter proporcionado a primeira audição moderna com instrumentos de época dos concertos de António Pereira da Costa.

Além disso, foi o Festival que permitiu que se apresentasse pela primeira vez na Madeira a Sinfonia “com órgão” de Saint-Saëns com a Orquestra Clássica da Madeira e os dois órgãos da Sé, uma realidade que aconteceu ontem, sábado, na Catedral.

 

Mais de 50 concertos em 10 edições

 

Em jeito de conclusão, Eduardo Jesus recordou que no Festival de Órgão da Madeira, ao longo destas 10 edições, “apresentaram-se mais de 50 organistas de 16 países, tendo sido produzidos mais de uma centena de concertos nas igrejas dos concelhos do Funchal, Machico, Ponta do Sol, Porto da Cruz e Porto Santo. Sempre com uma programação pensada para o público, o destinatário e razão do nosso trabalho, que este ano compareceram, de forma particularmente gratificante mais de 6.000 espectadores fazendo desta edição a mais participada de sempre. Um público de dezenas de milhar de pessoas ao longo dos anos, entre madeirenses e visitantes nacionais e estrangeiros, afirmando o Festival de Órgão da Madeira como o mais significativo evento organístico de todo o país”.


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