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Musealização da "Lapinha do Caseiro"

Museu Etnográfico da Madeira e Casa - Museu Frederico de Freitas 13-12-2021 Turismo e Cultura
Musealização da "Lapinha do Caseiro"

São duas  as exposições (permanente e temporária), " MUSEALIZAÇÃO DA LAPINHA DO CASEIRO".

A Lapinha de Francisco Ferreira, o “Caseiro”, foi montada primeiro na sua casa, ao Caminho do Monte, n.º 62, onde chegou a ocupar dois quartos, e depois na capela anexa, que dedicou ao Menino Jesus e cuja edificação foi autorizada em 1918. Após a sua morte, em 1931, e até ao início da década de 70, salvo raras exceções, manteve-se aberta ao público durante o Natal. Um incêndio, ocorrido em novembro de 1979, destruiu definitivamente a capela, salvando-se o presépio por se encontrar temporariamente recolhido no Museu de Arte Sacra do Funchal. O conjunto transitou depois para a casa de familiares do autor até 2015, altura em que é adquirido pela Secretaria Regional do Turismo e Cultura, para integrar o acervo do Museu Etnográfico da Madeira (MEM). Pretendeu-se, deste modo, garantir a integridade deste presépio, com cerca de 300 peças, proceder ao seu inventário, estudo, restauro e exposição, com o objetivo final de salvaguardar um património único e genuíno, devolvendo ao público uma memória que marcou sucessivas gerações de madeirenses.

Todo o processo de inventariação teve lugar na Casa-Museu Frederico de Freitas, entidade parceira do MEM neste projeto, que também orientou o longo e minucioso processo de restauro executado por Jelka Baras. Esta intervenção teve por base o respeito pelo trabalho do autor, no tocante aos materiais e técnicas utilizadas, a reposição da integridade dos diversos conjuntos e a retificação de anteriores manipulações. Concluída a fase de conservação e restauro as peças foram transferidas para o MEM, onde um espaço foi propositadamente preparado para a sua futura exposição permanente. O projeto pretendeu ser o mais fiel possível à Lapinha original, tendo em conta a menor área disponível, critérios de conservação e segurança das peças, bem como aspetos estéticos.

Simultaneamente, foi planeada uma exposição temporária que teve dois objetivos concretos. Expor o conjunto das imagens religiosas que, não sendo parte integrante da “Lapinha”, coexistiam de forma harmoniosa na capela e apresentar ao público, através de uma mostra fotográfica, todo o processo de musealização, nas suas morosas e diferentes fases.

Baseado numa investigação efetuada junto de alguns familiares e em imagens do Museu de Fotografia da Madeira, em depósito no Arquivo e Biblioteca Pública da Madeira é, ainda, apresentado ao público um conjunto de fotografias, que pretende evocar a memória do espaço original desta Lapinha.


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