Este site utiliza cookies para uma melhor experiência de navegação. Ao navegar está a consentir a sua utilização. Saiba mais sobre a nossa política de cookies aqui.
Pesquisar

ARTESANATO MADEIRENSE - Valorize, Compre, o que é NOSSO!

Cestaria em palha de trigo 01-02-2021 Turismo e Cultura
ARTESANATO MADEIRENSE - Valorize, Compre, o que é NOSSO!

O Museu Etnográfico da Madeira tem aumentado o número de partilhas virtuais, que permitem manter o envolvimento com o seu público virtual, mas convida-vos, a TODOS, a visitarem o museu e conhecer o nosso património cultural, nomeadamente as várias peças de artesanato que fazem parte do seu acervo e estão expostas na nossa exposição permanente e, periodicamente, em diferentes exposições temporárias. Teremos muito gosto na Vossa visita! E porque é um momento crítico para a nossa economia, decidiu criar esta rubrica, “ARTESANATO MADEIRENSE – Valorize, compre o que é NOSSO”, procurando contribuir, desta forma, para a sua recuperação. Através do nosso património, procuramos manter viva a nossa Identidade e alimentar a esperança, através da criatividade. Através da partilha de obras de artesanato, de produção regional, o museu pretende dar a conhecer os artesãos madeirenses e incentivar a população em geral, a comprar o que é NOSSO. Esta semana, divulgamos a CESTARIA EM PALHA DE TRIGO, de Madalena Andrade. Na freguesia da Ponta Delgada, concelho da Calheta, a cestaria em palha de trigo é uma atividade ancestral, sendo muito conhecidos os tradicionais “balaios”, utilizados, antigamente, no transporte de água e alimentos, visto que a palha lhes fornecia a impermeabilidade necessária. Para a confeção deste tipo de cestaria eram unidos os caules do trigo, com outras fibras de origem vegetal: espadana ou vime. Com o “saber fazer” adquirido ao longo da vida e muita criatividade, Felisbela Ezaura de Sousa, natural da Ponta do Pargo, foi uma das últimas artesãs a produzir este tipo de cestaria e procurou inovar e renovar esta atividade artesanal. Além dos tradicionais balaios, Felisbela Souza produziu, no século XX, variados cestos utilitários e decorativos, com novas formas, ao sabor da sua imaginação. Alguns desses artefactos fazem parte da coleção do Museu Etnográfico da Madeira. Tendo esta arte se extinguido há mais de vinte anos, com o falecimento daquela artesã, o Museu Etnográfico da Madeira, em parceria com a Casa do Povo da Ponta do Pargo, lançou o desafio a Madalena Andrade, para recuperar esta tradição, dando-lhe continuidade.


Anexos

Descritores