O Governo Regional, através do Serviço Regional de Proteção Civil, e o Exército Português, por via do Regimento de Guarnição n.º 3 (RG3), assinaram esta tarde um novo Protocolo de Cooperação Técnica. Este acordo visa dar continuidade e reforçar as ações conjuntas de patrulhamento, vigilância ativa e prevenção de incêndios rurais na Região Autónoma da Madeira. A cerimónia oficial decorreu na sede da Proteção Civil e contou com a presença com a presença da secretária regional de Saúde e Proteção Civil, Micaela Fonseca de Freitas, do comandante da Zona Militar da Madeira, brigadeiro-general José Loureiro, e foi formalizada pelo presidente do SRPC, Richard Marques, e pelo comandante do RG3, coronel Musa Paulino. A novidade deste ano é o reforço da capacidade operacional, que duplica os meios disponibilizados no ano transato. Enquanto o primeiro protocolo, celebrado em 2025, garantia o empenhamento diário de uma viatura e dois militares, o dispositivo de 2026 passa a contar com duas equipas de vigilância e duas viaturas todo-o-terreno na fase mais crítica, que decorre de julho a setembro. Na sua intervenção, Micaela Fonseca de Freitas destacou que esta duplicação de meios disponibilizados pela Zona Militar da Madeira representa a verdadeira essência da proteção civil, traduzida numa união de esforços onde todas as equipas conhecem a sua mais-valia na prevenção desta época de maior risco. Na mesma linha, o comandante da Zona Militar da Madeira, brigadeiro-general José Loureiro, sublinhou o alinhamento deste acordo com a missão de socorro do Exército, lembrando que um protocolo desta natureza é para o Exército muito fácil de assinar porque “vai ao encontro de uma necessidade de apoiar as populações e o Exército está onde as populações precisam”. O protocolo mantém-se em vigor até ao dia 30 de novembro de 2026, com os militares a atuar integrados no dispositivo regional em estreita coordenação com o Comando Regional de Operações de Socorro. De julho a setembro, as duas equipas operam num regime diário de oito horas, passando o apoio a ser de apenas uma equipa entre outubro e novembro, período em que o empenhamento fica condicionado à avaliação do risco e à disponibilidade do Exército. Os militares patrulharão circuitos predefinidos para detetar fogos e identificar riscos, cabendo à Proteção Civil fornecer os meios materiais necessários, efetuar o pagamento dos custos de deslocação e assegurar as ajudas de custo e alimentação aos militares empenhados.