«Um momento de encontro, de reflexão e, sobretudo, de compromisso com uma das dimensões mais estruturantes da educação: a capacidade de ler, compreender, interpretar e comunicar através da palavra escrita.»
Foram estas as primeiras palavras da Secretária Regional de Educação, Ciência e Tecnologia, Elsa Fernandes, na sessão de abertura das 5.as Jornadas Internacionais de Leitura, Escrita e Sucesso Escolar, que tiveram lugar no auditório do Colégio dos Jesuítas. «Ler não é apenas juntar palavras, é muito mais do que isso. A leitura e a escrita não são apenas competências escolares, são instrumentos de cidadania, de liberdade e de desenvolvimento pessoal e coletivo. Vivemos num tempo marcado por profundas transformações sociais, tecnológicas e culturais. Neste contexto, torna-se ainda mais evidente a importância de garantir que todas as crianças e jovens desenvolvem competências sólidas de literacia, capazes de os preparar não apenas para o sucesso académico, mas também para uma participação ativa, crítica e responsável na sociedade», relevou Elsa Fernandes.
A Secretária Regional elencou os vários projetos desenvolvidos, através da Direção Regional de Educação, com o objetivo de promover hábitos de leitura e escrita junto dos alunos dos vários ciclos de ensino, e, consequentemente, desenvolver a cultura literária na Madeira, de que são exemplos “Baú de Leitura”, “Ler com Amor”, “Do Berço às Letras e “A Magia da Leitura”. «Neste contexto, sublinho o papel insubstituível dos educadores e professores, que diariamente enfrentam o desafio de motivar, inspirar e acompanhar os alunos no seu percurso de aprendizagem. É graças ao seu trabalho dedicado que conseguimos avançar na construção de uma escola mais inclusiva, equitativa e orientada para o sucesso de todos», considerou Elsa Fernandes, realçando que o sucesso escolar não pode ser entendido de forma isolada. «Ele resulta de um esforço conjunto que envolve famílias, escolas, autarquias e toda a comunidade. Só através desta colaboração conseguiremos criar ambientes educativos ricos, estimulantes e capazes de responder à diversidade dos nossos alunos.»
Assim, a leitura e a escrita devem ser promovidas desde os primeiros anos de vida, mas também ao longo de todo o percurso educativo. «Precisamos de continuar a investir em políticas públicas que valorizem a literacia, que apoiem os profissionais da educação e que garantam recursos adequados às escolas», concluiu Elsa Fernandes.