O Secretário Regional de Equipamentos e Infraestruturas, Pedro Rodrigues, visitou, esta terça-feira, as instalações da VIALITORAL para assinalar o último dia da concessionária responsável pela operação da Via Rápida ao longo dos últimos 26 anos.
Enaltecendo o trabalho desenvolvido pela VIALITORAL desde o início da exploração da Via Rápida (VR1), o governante fez questão de reconhecer a evolução registada na infraestrutura e o trabalho desenvolvido pela concessionária na garantia da segurança e da qualidade do serviço prestado aos automobilistas, sublinhando que, ao longo das últimas décadas, a Via Rápida conheceu um crescimento muito significativo do tráfego automóvel, que mais do que duplicou desde o início da concessão.
Apesar deste aumento, ressalvou Pedro Rodrigues, “a VIALITORAL conseguiu assegurar, de forma consistente, níveis de serviço adequados, acompanhando a evolução das necessidades de mobilidade da Região”.
Salientando que, atualmente, os troços de maior circulação registam cerca de 71 mil veículos por dia, um número bastante superior ao verificado há 26 anos, Pedro Rodrigues reconheceu que, em muitas outras concessões rodoviárias, volumes de tráfego desta dimensão já teriam justificado o alargamento da infraestrutura com terceiras ou quartas vias. No entanto, explicou que as características orográficas da Madeira tornam tecnicamente inviáveis essas ampliações, motivo pelo qual o Governo Regional está a estudar uma via alternativa ao Funchal, ligando as Quebradas, o Lazareto e o Caniço, de forma a responder às necessidades futuras de mobilidade.
O Secretário Regional disse ainda que, durante a vigência da concessão, foram introduzidas diversas melhorias tecnológicas e operacionais, incluindo novos equipamentos de segurança, painéis de gestão de tráfego, painéis de mensagens variáveis e sistemas de afetação de vias, contribuindo para reforçar a segurança rodoviária e melhorar a fluidez da circulação.
No final, o governante agradeceu à VIALITORAL pelo trabalho desenvolvido ao longo dos últimos 26 anos, considerando que a qualidade do serviço prestado constitui motivo de orgulho para a Região, numa infraestrutura considerada estruturante para a mobilidade da Madeira.
Relativamente ao novo modelo de exploração, foi esclarecido que a operação passará a ser assegurada através de uma prestação de serviços e não de uma concessão. O novo contrato, com a duração de quatro anos e um valor de cerca de 57 milhões de euros, com IVA incluído), tem como principal objetivo garantir a continuidade dos elevados padrões de qualidade na operação da VR1.
Foi igualmente destacado que a gestão da infraestrutura decorre 24 horas por dia, envolvendo um conjunto de intervenções de manutenção realizadas maioritariamente durante a noite, nomeadamente ao nível da iluminação, pavimentação, pinturas e substituição de equipamentos, permitindo que a via esteja em plenas condições de segurança durante os períodos de maior circulação.
Pedro Rodrigues assegurou ainda que pretende manter os atuais níveis de qualidade dos pavimentos, dos equipamentos de segurança e da integração paisagística da infraestrutura.
Em paralelo, encontram-se já em desenvolvimento os trabalhos preparatórios para uma futura concessão rodoviária, estando em fase de contratualização os projetos relativos à duplicação da via até à Calheta e à nova circular ao Funchal, entre as Quebradas, o Lazareto e o Caniço. Está igualmente a ser realizado um estudo global de tráfego que servirá de base ao lançamento da futura concessão.
No âmbito da transição para o novo operador, o governante esclareceu que os 37 trabalhadores da VIALITORAL transitam, a partir da meia-noite de hoje (dia 28 de julho), para a nova prestadora de serviços.
A operação da VR1 será assegurada, nos próximos quatro anos, pela Ascendi/Horizon, o agrupamento vencedor do concurso público que foi lançado para a prestação deste serviço.