O presidente do Governo Regional falava na inauguração da obra de remodelação do Chalet Vicente, na Estrada Monumental, um investimento de 600 mil euros do
empresário Renato Vieira, que comprou no início do ano aquele estabelecimento e renovou-o.
Segundo Miguel Albuquerque, os resultados – que lhe foram transmitidos pelo secretário da Economia, José Manuel Rodrigues – significam que a Região mantém a confiança que está instalada no mercado, prossegue com um investimento substancial e continua «a crescer em algumas áreas que se pensava que não era possível crescer mais, designadamente no turismo e no alojamento, que continuam em expansão».
Desta forma, considera que o investimento de Renato Vieira, como os outros, vem numa altura oportuna.
«São jovens empresários, são jovens que investem, que arriscam e que sabem que só com uma economia em crescimento é que é possível manter o emprego e ter resultados positivos em termos financeiros», elogiou.
Miguel Albuquerque fez questão ainda se deixar claro que «a função do governo não é se meter na economia, até porque onde o governo se mete na economia dá sempre “Cubas e Venezuelas” e desastre».
A função do governo, salientou, «é apoiar os investidores». «A função do governo é baixar os impostos, como temos baixado, no sentido de melhorar o investimento e canalizar para a criação de emprego e de inovação, a função do governo é não interferir e garantir a paz social e os serviços sociais do Estado», acrescentou. «Este é o nosso objetivo», disse ainda.
A propósito, recordou que, no próximo orçamento nacional, é possível, é o que está previsto, que o IRC para as empresas vá baixar mais um por cento.
«Isso significa, se tal acontecer, a partir de dezembro, no próximo ano, o IRC na Madeira vai ser de 12 por cento. Neste momento, é de 13.3. Vamos ter uma IRC ao nível da Irlanda. O objetivo, se continuarem a descer o IRC a nível nacional, nós estamos com um diferencial de 30 por cento, é atingirmos o IRC da Bulgária, que é de 10 por cento», preconizou.
Por outro lado, anunciou que, na Região, no próximo ano, se vai manter o 30 por cento de diferencial no IRS, ou seja, «todos os escalões do IRS manterão um diferencial de 30 por cento». «Significa mais um ordenado que fica na família, ao fim de um ano de trabalho, ou mais de um ordenado, e aqui no Funchal, pelo menos, segundo aqui disse o presidente da Câmara, continuará a não haver a Derrama», frisou.
Desta forma, garante que o objetivo passa por continuar com esta dinâmica de crescimento e de desenvolvimento.
O governante disse ainda que há uma lição que temos a tirar desses últimos anos: «Quando nós decidimos há dois anos fazer a baixa do IRS, toda a gente dizia que nós iríamos ter uma quebra fiscal. O que aconteceu é que, pelo contrário, tivemos um aumento da receita em 17,8 por cento, o que significa que a baixa dos impostos, a redução da taxa do imposto faz com que, normalmente, quando a economia está dinâmica, se alarga a base de tributação e a base de segurança. Foi o que aconteceu aqui na Madeira».
Portanto, considera, «a fórmula está correta». «O que é preciso agora é continuarmos a mantermos a confiança dos investidores», definiu.
«O Renato e os seus colegas empresários têm de continuar a investir e, sobretudo, a fazer aquilo que é fundamental: melhorar o serviço e o produto e cobrar mais e um melhor preço», apelou.
Da parte do Governo Regional, recordou, está-se a fazer agora todo um trabalho de melhoria na área do turismo. «Vamos continuar a trabalhar com os Estados Unidos e com outros destinos, para trazermos turistas com melhor rendimento, porque isso significa melhor preço e, ainda, porque toda a gente fica a ganhar com isso», concluiu.
No Chalet Vicente vão trabalhar 30 colaboradores. Renato Nuno Lima Vieira é também proprietário do Carvão Grill House e do Carvão Rooftop.