No espaço televisivo, Dina Aveiro reforçou o propósito do seminário e a relevância de sensibilizar a comunidade escolar e as famílias e recordou que a PHDA afeta entre 3% a 10% das crianças em idade escolar (com maior frequência nos rapazes) bem como sublinhou a necessidade de uma avaliação clínica rigorosa, multidisciplinar e presente em mais do que um contexto (escola e casa). Destacou ainda a importância do diagnóstico precoce, da articulação entre a escola e os pais (psicoeducação) e de respostas terapêuticas multidisciplinares para promover a autonomia dos alunos e combater o insucesso ou isolamento social.
Por sua vez, Carina Lobato Faria aprofundou a intervenção psicopedagógica e abordou o impacto dos estímulos digitais e dos ecrãs. Explicou como a escola pode adaptar os contextos de aprendizagem, potenciar a participação ativa do aluno e reforçar a articulação entre docentes, psicólogos e famílias. Esclareceu também a distinção fundamental entre a PHDA enquanto perturbação e a desatenção gerada pelo uso excessivo ou desorganizado de ecrãs e redes sociais, partilhando orientações essenciais para educadores e pais lidarem com a impulsividade, os sistemas de recompensa e a gestão da atenção nos tempos modernos.
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