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Albuquerque concorda com reconhecimento a Guaidó
Miguel Albuquerque concorda com o Governo da República, no reconhecimento de Guaidó como presidente interino da Venezuela. E lembra que já há uma semana e meia o tinha frisado.
04-02-2019
Presidência
Miguel Albuquerque concorda com o reconhecimento, formulado hoje, por parte do Governo da República, de Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, sublinhando que ele próprio já o defendera há cerca de semana e meia.O presidente do Governo Regional falava à margem da entrega de pagamentos do IDE, em cerimónia que ocorreu no auditório do Museu da EEM, aproveitando para serenar quem acha que Venezuela está à beira de uma guerra civil. O governante madeirense considera que as Forças Armadas não vão disparar sobre os civis e recorda que só as chefias militares é que apoiam Nicolás Maduro.«O atual poder em exercício não tem legitimidade, está com os seus alicerces a desmoronar-se e o apoio da cúpula das forças armadas ao regime ditatorial está, neste momento, a sofrer uma forte erosão», disse, recordando que as pessoas «não têm alimentos e medicamentos, não têm qualquer esperança».Segundo Miguel Albuquerque, face a este quadro, «é fundamental Portugal reconhecer, no quadro europeu e de um país democrático, quem tem poder democrático na Venezuela, quem foi eleito e, neste caso, a Assembleia Nacional e o seu presidente».O presidente do Governo Regional recorda a situação aflitiva em que vive o povo venezuelano e a comunidade madeirense ali radicada. E lembra que «na Madeira temos sentido, com o regresso dos nossos emigrantes, as consequências daquilo que é verdadeira política socialista, do socialismo real, ou seja não há liberdade política, não há comida, não há medicamentos, não há nada».
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