O Secretário Regional de Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, visitou esta semana o Miradouro da Encumeada, um dos 63 Locais Estratégicos de Estacionamento (LEE) definidos no âmbito do Plano de Prevenção e Vigilância aos Incêndios Florestais (PPVIF-RAM 2025), elaborado pelo Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN). A visita contou ainda com a presença da Secretária Regional da Saúde e Proteção Civil, Micaela Freitas, das equipas do IFCN e da Proteção Civil, que diariamente asseguram a vigilância e a pronta resposta no território florestal.
Uma rede de vigilância robusta e eficaz
Os LEE representam uma das principais novidades do plano para 2025. Estão distribuídos em 60 pontos na Madeira e 3 no Porto Santo, permitindo a rápida mobilização das equipas de primeira intervenção. Os locais foram escolhidos com base em critérios rigorosos de suscetibilidade, acessibilidade e tempo de resposta, garantindo uma cobertura equilibrada e eficaz em todo o arquipélago.
“Esta rede é uma ferramenta essencial para garantir que a Região esteja mais bem preparada para responder com eficácia e rapidez às ameaças dos incêndios florestais durante este período mais crítico. Esta é uma prioridade absoluta para o Governo Regional, que assume o compromisso de proteger os cidadãos e o território”, destacou Eduardo Jesus, no final da visita.
O governante sublinhou também que a vigilância está organizada em três dimensões: torres fixas de observação (seis no total, ativas durante o verão), vigilância móvel intensificada entre julho e outubro e o dispositivo dos Locais Estratégicos de Estacionamento, que funcionam como bases avançadas de atuação.
Equipas preparadas e tecnologia ao serviço da floresta
O plano operacional coordenado pelo IFCN conta com um dispositivo capaz de ser ativado em qualquer emergência, integrando 67 polícias florestais, 10 sapadores florestais e 42 vigilantes da natureza. Para garantir a vigilância permanente, foram destacadas 11 equipas, compostas por elementos do Corpo de Polícia Florestal, Sapadores Florestais e Vigilantes da Natureza, num total de 22 elementos em permanência, reforçados nos períodos de maior alerta.
Estas brigadas dispõem de viaturas de combate a incêndios, máquinas de rasto e equipamentos de comunicações avançados, atuando em zonas críticas da Madeira e do Porto Santo. Paralelamente, o plano incorpora inovações tecnológicas, como o uso de drones, sensores térmicos e imagens de satélite, permitindo a deteção precoce e a monitorização em tempo real.
A visita do secretário regional permitiu acompanhar de perto o trabalho diário das equipas posicionadas no Miradouro da Encumeada, um dos pontos mais sensíveis e estratégicos da rede. Além da vigilância ativa, estão previstas ações regulares de compartimentação do espaço florestal e gestão de combustíveis, que visam reduzir a continuidade da vegetação mais suscetível à propagação de incêndios.
“O plano não se limita a vigiar e a responder. Ele atua também de forma preventiva, através da gestão do território, reduzindo os riscos e garantindo que o nosso espaço florestal é cada vez mais sólido. Esta presença no terreno é a prova de que a estrutura funciona e está pronta para proteger o que é mais valioso: a vida das pessoas e o nosso património natural”, sublinhou Eduardo Jesus.
Um plano adaptado à realidade de cada ilha
No Porto Santo, a estratégia adapta-se à especificidade do território, com patrulhamentos diários e pontos de paragem obrigatória em locais críticos. Em caso de alerta laranja ou vermelho, as respostas são reforçadas com equipas adicionais e meios complementares, assegurando que também a “ilha dourada” está devidamente protegida.
Com a rede de 63 Locais Estratégicos de Estacionamento, o reforço da vigilância móvel e fixa e a incorporação de novas tecnologias, o Governo Regional, através do IFCN, apresenta um plano sólido que coloca a Madeira vigilante 24 horas por dia para o risco de incêndio.
“A proteção da floresta é uma responsabilidade de todos, mas cabe ao Governo Regional assegurar que a Região dispõe de meios humanos, técnicos e tecnológicos à altura deste desafio. E é isso que estamos a fazer, com uma estratégia que já está no terreno e a mostrar resultados”, concluiu Eduardo Jesus.