O Secretário Regional de Agricultura e Pescas, Nuno Maciel, destacou, numa recente visita a uma exloração vitivinícola, em Santana, o forte compromisso do Governo Regional com a valorização da viticultura madeirense, através dos apoios disponibilizados pelo programa POSEI, que têm permitido incentivar a produção e preservar castas tradicionais de elevado valor patrimonial e económico.
Entre os exemplos mais significativos encontra-se a casta Malvasia de São Jorge, cujo apoio evoluiu de 81 euros por tonelada, em 2022, para 1000 euros por tonelada, em 2025, representando um aumento histórico, de 1135%, que visa promover a recuperação e expansão desta variedade única da Região.
Também as castas Tinta Negra e Boal beneficiaram de um reforço substancial dos apoios, passando de 55 euros para 255 euros por tonelada, e de 81 euros para 255 euros por tonelada, respetivamente, entre 2022 e 2025.
Para Nuno Maciel, estas medidas refletem uma estratégia clara de valorização da produção agrícola regional, de apoio ao rendimento dos agricultores e de preservação do património vitícola madeirense, contribuindo simultaneamente para a sustentabilidade económica das explorações e para o reforço da qualidade dos vinhos produzidos na Região.
O Secretário Regional de Agricultura e Pescas visitou, ontem, a exploração agrícola do produtor Manuel Pedro, uma das maiores e mais importantes explorações vitivinícolas de Santana.
Com uma área total de cerca de 20.700 m², esta exploração assume particular relevância no setor agrícola, sendo atualmente a 3.ª maior exploração vitivinícola do concelho de Santana. Ao longo dos últimos anos, tem-se destacado de forma consistente entre os principais produtores do concelho, evidenciando a sua importância para a produção agrícola e para a valorização da viticultura madeirense.
A visita permitiu ainda reconhecer o esforço dos produtores que continuam a investir na renovação das suas explorações, assegurando a continuidade de uma atividade agrícola fundamental para a economia, para a paisagem rural e para a identidade cultural da Madeira.
Nuno Maciel pôde constatar o importante trabalho de renovação e modernização que tem vindo a ser desenvolvido na exploração. Nos últimos anos foram arrancados cerca de 5.500 m² de vinha, correspondentes a aproximadamente 27% da área total da exploração, para permitir a replantação e introdução de novas castas, nomeadamente Syrah e Malvasia Cândida. Este processo explica a redução temporária da produção registada em 2024 e 2025, anos em que a exploração produziu 8.667 kg e 7.264 kg de uvas, respetivamente.
O concelho de Santana é o terceiro maior concelho vitícola da Região Autónoma da Madeira, com uma área de vinha de 111 hectares, dos quais cerca de 49 hectares produzem uvas com direito a Denominação de Origem ou Indicação Geográfica.
A principal casta em Santana é a casta Malvasia de São Jorge, que até há cerca de uma década estava autorizada apenas neste concelho.