A secretária regional de Saúde e Proteção Civil, Micaela Fonseca de Freitas, presidiu, em representação do Governo Regional, à abertura do Congresso de Enfermagem Madeira/Porto Santo 2026, em Machico. Na presença do Bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Luís Filipe Barreira, a governante reconheceu publicamente a exigência e o desgaste da profissão perante desafios como o envelhecimento populacional, reforçando a importância do papel central desta classe no Sistema Regional de Saúde.
Para responder a esta exigência, foi destacado o investimento contínuo no reforço de recursos humanos e na melhoria das condições de trabalho. O SESARAM conta hoje com mais de 2 mil enfermeiros, fruto da contratação de cerca de 600 profissionais desde 2015. Só no ano de 2025 integraram-se 86 e este ano mais 28 enfermeiros, um reforço que continuará de forma planeada até janeiro de 2027 com recurso a uma bolsa de reserva. A par da recente promoção de enfermeiros gestores e do início do processo para elevar a quota de especialistas até aos 25%, o Governo Regional está a investir 1,8 milhões de euros na urgência hospitalar, incluindo meio milhão de euros dedicados à modernização das áreas de trabalho e descanso dos profissionais. O investimento da região na classe já foi, aliás, reconhecido e elogiado publicamente pelo próprio Bastonário, tendo a governante lembrado que “a Madeira regista o rácio mais elevado de enfermeiros do país, superando as médias nacional e da OCDE”.
Na oportunidade, assumiu o compromisso de continuar a melhorar as condições e a valorizar a carreira, mantendo um diálogo constante e construtivo com a Ordem. A perspetivar o futuro, apontou o novo Hospital Central e Universitário da Madeira como uma oportunidade para criar um ecossistema de inovação e investigação, onde os enfermeiros serão fundamentais na criação de novos modelos assistenciais. A secretária regional concluiu deixando um profundo agradecimento à dedicação de todos os profissionais, sublinhando que, na era da inteligência artificial, a tecnologia só ganha sentido através da humanização e da proximidade insubstituíveis que a enfermagem garante às populações da Madeira e do Porto Santo.