Após uma manhã de intenso debate sobre o Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM), Duarte Freitas sublinhou que a questão central para o país já não reside na definição técnica do instrumento, mas sim na sua valorização estratégica: o que se pretende que a Zona Franca represente para o futuro da economia portuguesa.
No seu discurso, o governante destacou a ligação histórica e comercial entre o Porto e a Madeira, convidando o tecido empresarial do Norte a olhar para a Zona Franca como uma “ponte atlântica” e um instrumento operacional ao serviço da internacionalização do “Made in Portugal”.
O responsável pela tutela foi igualmente claro ao afastar leituras do passado, reafirmando que o CINM é hoje um modelo de rigor normativo e de substância económica real, plenamente enquadrado no direito europeu e orientado para responder aos desafios das regiões ultraperiféricas. Nesse sentido, sublinhou que não se trata de um “refúgio de conveniência”, mas de uma plataforma onde competitividade e ética caminham lado a lado.
Duarte Freitas defendeu que Portugal deve assumir plenamente o seu papel na União Europeia, assegurando condições para que a Madeira possa competir em igualdade.
Na projeção para o futuro, o governante apresentou a visão de transformar a Zona Franca da Madeira num verdadeiro Centro de Inteligência Económica. Uma estratégia que passa pela afirmação do CINM como um hub de transição digital, capaz de atrair empresas tecnológicas, e como um aliado da economia real, permitindo que setores como o têxtil, o calçado, o metalomecânico e a agroindústria reforcem a sua internacionalização com maior eficiência e previsibilidade.
Aos presentes, o secretário das Finanças destacou ainda o papel do instrumento na atração e fixação de talento qualificado, bem como na promoção da economia verde e azul. Acrescentou, igualmente, a dimensão geopolítica, através da consolidação do Registo Internacional de Navios (MAR), enquanto instrumento de afirmação estratégica de Portugal no espaço atlântico.
“A Zona Franca da Madeira não é apenas uma oportunidade regional, é um ativo estratégico nacional”, concluiu o governante, reiterando o compromisso do Governo Regional em defender o Centro Internacional de Negócios em todas as instâncias, garantindo estabilidade, confiança e crescimento para as empresas que escolhem Portugal como plataforma para os seus negócios globais.