O trabalho documenta o impacto da mineração industrial e artesanal do ouro na região, mostrando a destruição da paisagem e a transição forçada da agricultura para a mineração como meio de subsistência. Através de um olhar atento sobre as pessoas e o território, Ricardo Lopes constrói uma narrativa que nos aproxima de uma realidade onde se cruzam trabalho, sobrevivência, desigualdade e transformação da paisagem. “Blessed Ground” afirma-se, assim, como um testemunho sobre a relação entre as comunidades e um território em mudança, convidando-nos a olhar e a refletir sobre as consequências de processos económicos que ultrapassam as suas fronteiras. A exposição estará patente na sala de exposições temporárias do Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente’s até janeiro de 2027.