O presidente do Governo Regional falava durante a cerimónia de abertura do VI Convenção de Comportamentos Aditivos e Dependências da Madeira e da II Convenção da Macaronésia, na Casa de Saúde São João de Deus. Onde enalteceu o trabalho fantástico daquela instituição na promoção da saúde, sobretudo Mental, da população madeirense.
E aproveitou para desejar à nova diretora daquela Casa, a enfermeira Lisete Nunes, que prossiga com o fantástico trabalho do seu antecessor, o enfermeiro Eduardo Lemos. Para depois agradecer também ao presidente da direção da instituição, o irmão João Paulo.
A propósito, recordou que tem acompanhado, desde 1994, então como presidente da CMF, tudo o que de excelente tem sido ali feito, ao nível de serviços, instalações, equipamentos, projetos, para bem da Saúde Mental da Madeira e da população madeirense.
Falando aos presentes naquela Convenção, o governante concordou, na linha do que o irmão João Paulo já tinha referido, que as novas dependências, os novos comportamentos aditivos, podem causar grandes distúrbios emocionais, pelo que é necessário se apostar forte na prevenção das mesmas, a montante das situações.
Neste sentido, alertou para os riscos da dependência digital. Para o presidente do Governo Regional são novas formas de adição, que podem «causar efeitos nefastos na saúde mental das pessoas». E que são «graves riscos para a saúde pública, para a sanidade mental».
O líder madeirense reforçou as vantagens da revolução tecnológica em curso, assumiu ser de uma aceleração exponencial, nunca vista na História (lembrando a Revolução Industrial, o tempo que demorou a se implementar), com novas perspetivas para a Humanidade e para as Sociedades, nomeadamente com a inteligência artificial, os algoritmos e a biotecnologia, que podem ser fundamentais na saúde.
Mas, apesar desses importantes benefícios, há também riscos que importa ter em conta, nomeadamente os que estão associados ao seu uso excessivo e à dependência digital, que podem, sublinhou, «causar grandes distúrbios emocionais».
A propósito, falou também de uma das dependências mais históricas e abrangentes, que é a do consumo de álcool, embora lembrando que é também uma questão de modas, como a atual, onde se bebe menos vinho, mas mais bebidas espirituosas.
Um intróito para lembrar que, para além dessas adições, há agora novos comportamentos aditivos, que têm a ver com a revolução tecnológica, onde se passa demasiado tempo na internet, nas redes sociais, no telemóvel.
Miguel Albuquerque considera que há cada vez mais uma evolução preocupante dos comportamentos aditivos ligados às tecnologias, que devem ser combatidos.
No entanto, diz que, como em qualquer adição, a resposta deve começar antes da doença. «Se queremos tratar a doença temos que promover a saúde na sociedade, com trabalho a montante», perspetivou.
Desta forma, apontou como fundamentais a concretização de políticas públicas para fazer face a esse uso excessivo das novas tecnologias. Que, perspetivou, terão de privilegiar a atividade desportiva, o combate à solidão (em diferentes escalões etários), a criação de espaços de convívio e de relacionamento social.
A concluir, reforçou o seu obrigado ao trabalho desenvolvido pela Casa de Saúde São João de Deus e pelos seus profissionais na área da saúde mental. E garantiu que o apoio do seu Executivo à Casa de Saúde São João De Deus é para prosseguir.