«São IPSS e instituições que têm uma função cada vez mais relevante nos novos desafios que temos nas sociedades urbanas», elogiou.
Miguel Albuquerque falava na cerimónia de inauguração do Lar dos Afetos, da Casa do Povo de Santo António, num investimento de 2,5 milhões de euros, apoiado pelo PRR e que oferece 20 novas vagas residenciais para idosos distribuídas por dez quartos e dez lugares de Centro de Dia.
Na ocasião, o líder madeirense fez questão de acrescentar uma etapa às três etapas que o presidente da direção, Eduardo Baptista, apontou como fundamentais na vida da Casa do Povo de Santo António. «O quarto marco foi você voltar para aqui, para a Casa do Povo»., distinguiu, pedindo uma salva de palmas para o dirigente.
Depois, pegando no investimento hoje concretizado, aproveitou para reforçar «aquela ideia, propagada quando nós retomarmos os apoios às casas do povo e modernizámos as casas do povo, de que se tratavam de instituições anacrónicas, ultrapassadas, rurais, caiu absolutamente por terra».
Porque, insistiu, «hoje as Casas do Povo são complementos fundamentais na prossecução de políticas sociais junto das instituições, designadamente colaborando com as paróquias e com as juntas de freguesia, na concretização destes objetivos».
O governante defende mesmo que «é bem a demonstração dessa capacidade e desse leque de intervenção alargada que hoje estas instituições têm».
Aos presentes, reiterou ainda que «a política prioritária, neste momento, na Madeira é, sem sombra de dúvida, colocar habitação acessível para os jovens casais e para as famílias».
Mas, enalteceu logo de seguida, «a segunda política prioritária é, também sem sombra de dúvida, a situação de garantir-se mais lugares para os nossos idosos e esses lugares terem comodidade, funcionalidade e qualidade».
«Acho que este projeto PRR que estamos a concretizar – são cerca de 611 novos lugares que vão fechar agora, estarão prontos até novembro – é muito importante para conferirmos aos nossos seniores uma velhice digna, que isso é fundamental», acrescentou.
Miguel Albuquerque lembrou que todo este conjunto de apoios sociais tem contado com a colaboração de todos, enfatizando a mobilização para o mesmo de diversas instituições, da sociedade civil, das empresas e dos fornecedores, mas também das Câmaras e das Juntas de Freguesia.
O presidente do Governo Regional garantiu ainda que estes objetivos sociais são para prosseguir e lembra que tem defendido e que defende que «os próximos
passos a de dar é aumentar o número de camas, porque o número de camas significa rentabilizar estas que são infraestruturas básicas».
E, a concluir, voltou a elogiar: «Este edifício é exemplar, é moderno e está adequado àquelas que são as necessidades funcionais destes lares».
Antes, aos jornalistas, tinha desdramatizado o facto de a Casa do Povo de Santo António não ter protocolado com a Segurança Social vagas no Lar dos Afetos: «Há instituições que fazem o protocolo e outras não. Mas, o que interessa é resolver e ter as ofertas adequadas para os internamentos».
«Tudo depende da instituição. Se você tem uma instituição como esta, com 20 camas nos internamentos e mais 10 no centro de dia, pode ser mais favorável colocar as camas disponíveis no mercado, para as famílias alojarem, pagando na totalidade, os seus idosos», realçou.
Sublinhando que o essencial é que haja cada vez mais vagas, como este projeto PRR veio permitir à Região, Miguel Albuquerque disse ainda que há uma atualização quase todos os anos dos apoios às IPSS com valência lar, como também para as com valência Saúde Mental.