Na ocasião, após visitar os espaços, Miguel Albuquerque enalteceu o facto de dois terços das receitas usadas nos restaurantes serem da iniciativa dos próprios alunos, frisando que é isso que se pretende numa universidade: a dinâmica, o empreendedorismo, a capacidade de gestão, de iniciativa e de inovação.
O líder madeirense, a propósito, acentuou que «a Universidade da Madeira é uma universidade que vai ter cada vez mais importância, no desenvolvimento do Portugal descontinuado, arquipelágico».
«Portugal, neste momento está a entrar numa nova era geopolítica. E. durante os próximos anos. O País tem um dilema para resolver: ou adota, de forma errada, como o fez ao longo dos últimos anos, uma política continental, onde assumiu sempre uma posição ultraperiférica na Europa, ou vai optar por uma outra política, que é aquela onde sempre sucesso, que é a política atlântica», defendeu.
O governante recorda que se Portugal tem a maior zona exclusiva da Europa, é graças à dimensão arquipelágica, pelo que «a afirmação do país só pode ser até através do desenvolvimento de uma política atlântica». Isso significa que «os arquipélagos, o mar territorial e tudo o que é espaço português, tem de ter condições de operacionalidades e funcionamento, de modo a permitir a afirmação de Portugal».
Miguel Albuquerque considera que a Universidade da Madeira pode ajudar, e muito, nessa afirmação do País, lembrando o grande capital de desenvolvimento instalada na nossa universidade.
Neste sentido, lembrou que o seu Governo vai «continuar a criar as condições para o desenvolvimento das novas áreas de Medicina, bem como construir novas infraestruturas para a ARDITI e para a STARTUP»
«Vamos fazer infraestruturas de inovação, mas simples, práticas e baratas. Fáceis de construir e de montar. Sem projetos megalómanos», acrescentou.
O líder madeirense aproveitou ainda para criticar o Estado português pela falta de apoio à Universidade da Madeira, lamentando que o Governo da República continue a concentrar todo o investimento nas Universidades de Lisboa. «Não cumprem com o apoio que deveria dar à Universidade da Madeira, que deveria receber o dobro do que recebe», insurgiu-se.
Neste sentido, aconselhou: «Quando a ministra da Educação vier aí. em vez de dar beijinhos e abraços, peçam o que têm de pedir. Podemos e devemos ser simpáticos, mas exigentes».
O GAUDEAMUS Sports & Food e o GAUDEAMUS Café foram concebidos para servir diretamente uma comunidade académica de cerca de quatro mil pessoas, composta por estudantes, docentes, investigadores e trabalhadores da Universidade da Madeira e do Madeira Tecnopolo.