O presidente do Governo Regional visitou o Centro de Mergulho, que tem novo proprietário desde maio de 2026, tendo sido, entretanto, recuperado e agora reaberto. O investimento da “Madeira Sea Emotions” foi de cerca de 100 mil euros aplicados na remodelação do centro de mergulho, a que se adicionaram mais 350 mil euros em embarcações auxiliares para a atividade marítimo-turística. Ali trabalham 30 pessoas, mas em junho deverão ser 40.
Hoje, aos jornalistas, Miguel Albuquerque recordou que toda aquela atividade do mergulho turístico «só é possível devido a um conjunto de reservas e de centros de
preservação do nosso património marinho». E recordou, a propósito, que «o conjunto de reservas até às 12 milhas abarca quase 90 por cento dos mares da região».
O governante disse ainda que, durante o seu mandato, também têm sido realizados novos afundamentos de navios, em algumas zonas da Madeira, «no sentido de criar recifes para a proliferação das espécies marinhas».
Neste momento, realçou ainda, «o Mar da Madeira, pelas suas características, pela sua transparência, pela sua limpidez e pela riqueza e diversidade das espécies marinhas, é muito atrativo».
«Há um novo tipo de turismo, um turismo de aventura, de natureza, que desafia a Madeira a ter empresas qualificadas no sentido de proporcionar essa experiência a quem nos visita. Esta é uma delas», acentuou.
Miguel Albuquerque sublinhou ainda ter a Região «um conjunto de centros de mergulho que têm tido grande sucesso, quer na Madeira quer no Porto Santo».
«Neste aqui, o que se realizou foi uma melhoria e uma requalificação deste centro, que abarca não só o mergulho em si, mas também o desenvolvimento de algumas atividades, como a fotografia e o vídeo, que hoje estão na ordem do dia», frisou.
Questionado pelos jornalistas, Miguel Albuquerque admite que possam ser realizados novos afundamentos de navios para criação de recifes artificiais, mas lembra que o afundamento das duas corvetas junto à nossa costa foi feito com fundos europeus.
«Vamos ver se existe ainda a possibilidade de voltar a fazê-lo, porque a ideia inicial era fazermos também um afundamento a leste. A ideia era realizá-lo na Baía de Abra. E, se possível e se houvesse fundos europeus, fazer também um outro afundamento, na zona do Caniço», recorda.
A hipótese, diz, não está descartada, mas para já está adiada. Tudo dependerá, admite, da existência de fundos para permitir fazê-lo.
«Eu lembro que cada afundamento destes implica valores estimados em quase meio milhão de euros. Portanto, tem algum custo e é necessário haver fundos comunitários para o suportar», concluiu.