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“Se há dívida que está respaldada é aquela que vamos constituir para apoiar a economia”

O Secretário regional de Economia participou no debate “Pensar o Futuro” promovido pelo DN-Madeira 09-06-2020 Economia
 “Se há dívida que está respaldada é aquela que vamos constituir para apoiar a economia”

O secretário regional de Economia, Rui Barreto, participou hoje, 9 de junho, na 4ª conferência “Pensar o Futuro” da Madeira, uma iniciativa promovida pelo Diário de Notícias.

 

Na sua intervenção, o governante contextualizou o momento de crise económica provocada pela pandemia da Covid-19, uma crise que  é “uma paragem cardíaca para a economia".

 

“Já tivemos crises de dívidas soberanas, mas nunca uma paragem abrupta da economia e naturalmente que isto tem consequências muito graves”. Aqui na Madeira o impacto da contracção da economia será muito superior”, alertou. 

 

Rui Barreto elencou as medidas lançadas pelo Executivo para conter os impactos da pandemia na Economia, nomeadamente, a linha de apoio à tesouraria das empresas, Investe RAM Covid-19, no montante de 100 milhões de euros, uma linha que é complementar apoio do lay-off simplificado.

 

O secretário regional da Economia revelou ainda preocupação com a perda de receitas fiscais na região, estimada em 195 milhões de euros, até ao final do ano. Por outro lado, referiu, a região já investiu cerca de 120 milhões de euros em medidas emergenciais para apoiar a economia e as empresas. Também na área social, através do Fundo de Emergência Social, o Governo “já tem um pacote de investimento de 250 milhões de euros. Se há dívida que está respaldada é aquela que vamos constituir para apoiar a economia”, considerou.

 

Referindo-se ao futuro e ao documento orientador que se encontra a ser preparado pela secretaria da Economia, o Plano Estratégico para a Economia da Madeira, recordou que “esta é uma oportunidade para olharmos para as nossas capacidades, para a agroindústria, para consumir localmente, para que a própria União Europeia possa valorizar a produção Europeia, para que não estejamos tão dependentes do exterior. Para isso, afirma, “é necessário um estudo, não só de diagnóstico, para apurar o impacto que esta pandemia teve nas nossas capacidades económicas, mas para olharmos para as nossas capacidades e lançarmos um plano de relançamento da nossa economia.”

 

“Este deve ser um documento orientador, juntado todos os agentes da sociedade civil. Nós todos temos de ter uma postura de contribuição. Vamos aproveitar esta situação para voltarmos a crescer e a crescer de uma forma mais sustentada".

 

Terminando a sua intervenção, o governante lamentou a falta de solidariedade da República em relação à região no que diz respeito à autorização do aval para a região contrair os empréstimos. “Na semana passada tivemos uma autorização do parlamento nacional para a suspensão da lei das finanças, esperamos que essa decisão não fique na letra da lei mas seja concretizada”, reiterou. 

 

Até agora, garante, do Governo da República até à região “pouco ou nada chegou e se o lay-off chegou é porque os madeirenses também contribuem para a segurança social e, portanto, isso não é solidariedade”, concluiu. 

Atualmente, a Madeira tem cerca de 3200 empresas em lay-off o que corresponde a 43 500 trabalhadores com menor rendimento.

 

Refira-se que este debate transmitido através de plataforma digital e moderado pelo jornalista Leonel Freitas, contou também com a participação da Empresária Cristina Pedra, do CEO da Previsão Dinâmica, Gregório Mourinho, do Administrador da ECAM, Sérgio Jesus, e de Roberto Figueira, Partner da PKF Madconta.