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Desemprego registado na Região desce há 12 meses consecutivos

No final de março de 2022 estavam inscritos no IEM 14.056 desempregados, o que corresponde a uma diminuição de 387 inscritos face ao mês anterior, numa variação de -2,7%. 20-04-2022 Inclusão Social e Cidadania
Desemprego registado na Região desce há 12 meses consecutivos

Esta descida é mais significativa do que as registadas nos meses de janeiro e fevereiro, indiciando já o efeito do emprego sazonal no desemprego registado.

 

Comparativamente a março de 2021, contam-se menos 6.372 desempregados na RAM, o que corresponde a um decréscimo de 31,2%.

 

Todas as regiões registam descidas moderadas face ao mês anterior com a exceção do Algarve (-19,7%). A RAM apresenta uma descida mais acentuada do que as regiões do Alentejo (-2,6%) e dos Açores (-0,6%).

 

Também comparativamente ao mês homólogo, todas as regiões registam descidas. A RAM destaca-se como tendo a segunda descida mais acentuada de entre todas as regiões atrás apenas do Algarve (-44,4%) e bem mais significativa do que quando comparado com a média nacional (-24,6%). A região dos Açores apresenta a diminuição mais reduzida (-9,3%).

Ao longo do mês de março de 2022 inscreveram-se 879 novos desempregados na região, nível significativamente inferior ao mês anterior (-6,7%) e ao mês homólogo (-18,5%), prosseguindo com a tendência de redução do número de novas inscrições que se verifica desde o início de 2021.

A RAM é a única região do País que regista uma diminuição no número de novos desempregados face ao mês anterior, com a média nacional a situar-se nos +13,8%.  A região do Alentejo é a que apresenta o pior registo (+24,8%).

Em termos homólogos, também a RAM se destaca das demais regiões com a descida mais acentuada. Segue-se a região do Algarve (-9,6%) e Lisboa e V. Tejo (-7,3%). A região Centro apresenta o maior aumento (+5,9%).

 

A região destaca-se também nas ofertas de emprego, quase triplicando o valor homólogo (+188,4%), registo que, tal como o do Algarve, é muito superior à média nacional (+21,9%).

 

Da mesma forma estas duas regiões assumem valores muito elevados de colocações face ao mês homólogo (RAM: 101,2%; Algarve: +523,9%), comparativamente ao total nacional (+18,6%). Em sentido contrário, este indicador decresce nas regiões Norte e Centro (-8,1% e -5,0%, respetivamente).

 

Registam-se diminuições acentuadas do número de inscritos comparativamente ao mês homólogo nos 3 setores de atividade económica. O setor da Agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca decresceu 13,3%, o setor da Indústria, energia, e água e construção reduziu-se em 30,7% e os Serviços 32,2%.

 

O peso relativo do setor dos Serviços diminuiu ligeiramente, agregando no final de março 82,3% dos que procuram um novo emprego. O Alojamento, restauração e similares é a área que mais contribui para o desemprego registado no mês de março (2.510 desempregados), seguindo-se-lhe a área do Comércio por grosso e a retalho (2.231). Ambas as áreas registam diminuições homólogas acentuadas (-46,3% e -27,0%, respetivamente) e reduções, ainda que menos significativas, face ao mês anterior (-4,9% e -0,3%).

 

No mês de março o desemprego masculino diminuiu 3,0% (-195 desempregados), e o desemprego feminino diminuiu 2,4% (-192 desempregados). No final do mês contam-se 6.242 (44,4%) homens e 7.814 (55,6%) mulheres.

A nível da distribuição do número de desempregados por concelhos, salienta-se que no mês de março todos os concelhos reduziram o número de inscritos, com exceção da Ponta do Sol (+1,5%). A este respeito o concelho do Porto Santo destaca-se com uma diminuição de 20,9% face ao mês anterior, com maior vigor no setor do alojamento e restauração, testemunhando o efeito sazonal do emprego.

 

O desemprego de longa duração diminuiu em 3,0% em março de 2022, um ritmo ligeiramente superior ao valor global do desemprego, contribuindo para uma redução homóloga de 18,4%.

Face ao mês anterior, regista-se um menor número de candidatos, quer ao primeiro emprego (-66 inscritos), quer a novo emprego (-321).

 

O desemprego jovem (menos de 25 anos) regista um decréscimo, acompanhando a tendência global do desemprego registado. No final de março os 1.577 jovens inscritos representam um peso relativo ligeiramente acima dos 11% do total do desemprego registado. O desemprego neste grupo apresenta descidas proporcionais mais elevadas do que as verificadas no desemprego global, quer face ao mês homólogo (-43,5%), quer comparativamente a fevereiro de 2022 (-5,8%).

 

 


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