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Secretário Regional das Finanças lamenta a atitude displicente com que o Governo da República trata os emigrantes.

No dia do Emigrante, na Freguesia da Ilha, Rogério Gouveia considerou que as nossas comunidades de emigrantes sentem-se órfãs da República. 21-08-2022 Finanças
Secretário Regional das Finanças lamenta a atitude displicente com que o Governo da República trata os emigrantes.

Rogério Gouveia não poupou nas palavras e foi duro nas críticas ao Governo da República, pela forma como trata as comunidades de emigrantes espalhadas pelos quatro cantos do Mundo. Foi durante a sessão solene que assinalou o Dia do Emigrante, na Freguesia da Ilha, Concelho de Santana.

De acordo com Secretário das Finanças, “a forma como a República olha para os seus emigrantes nem sempre dignifica a própria obrigação de bandeira que o Estado nacional deve ter. De certa forma, sente-se que as nossas comunidades são órfãs”. E deu vários exemplos, “vão ao consulado e não têm resposta; querem uma ligação direta à sua terra e têm de optar por uma companhia aérea de bandeira estrangeira, porque a nossa companhia de bandeira, a TAP, que foi salva com o dinheiro dos contribuintes, não presta um serviço à diáspora”. Situações que o titular da pasta das Finanças constatou na realidade, numa recente deslocação a Londres, por ocasião do Dia da Madeira.

Rogério Gouveia diz que “enquanto governante e enquanto madeirense, entristece viver num país que não olha e não dignifica a sua comunidade emigrante tal como ela merece”. Neste sentido, apontou como exemplo o fato das comunidades açorianas e madeirenses terem ficado excluídas do Programa Regressar, ao contrário daquilo que acontece com “um emigrante do continente que queira regressar de vez tem apoio do estado para o fazer, mas esse mesmo Estado diz que um emigrante da Madeira ou dos Açores que queira fazê-lo, não tem direito a esses apoios”

Ao contrário do tratamento dado pelo Estado,  Secretário Regional das Finanças reiterou o compromisso assumido pelo Executivo Regional para com os emigrantes, “o Governo Regional, tal como no passado, continuará a estar com as nossa diáspora e a tentar recuperar um pouco do que se perdeu aquando da pandemia de contacto próximo com as nossas comunidades” acrescentando que “vamos continuar a tentar, dentro daquelas que são as nossas competências e possibilidades do Governo Regional, manter sempre estreitos esses laços com as nossas comunidades, para que os nossos emigrantes que estão espalhados por esse Mundo fora, sintam que a Madeira também é deles e é também para eles que nós trabalhamos todos os dias”.

Rogério Gouveia afirmou ainda que “as políticas de desenvolvimento de coesão territorial que o Governo Regional tem implementado, têm possibilitado que o arquipélago seja hoje um território mais atrativo para investimento da nossa diáspora e dos nossos emigrantes” Para o governante, “é importante manter a Madeira no coração daquelas gerações que sucederam aos primeiros emigrantes que foram por esse Mundo fora”, mas também nota “que a Região é hoje atrativa para nacionais de outros países que optam e olham para a Madeira como refúgio de investimento ou como residência” por ser um destino seguro e com qualidade de vida.

 


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