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“Não vamos trabalhar fechados nos gabinetes”

Governo Regional reforça e melhora os serviços nas lotas com a contratação de 11 novos funcionários. O secretário regional de Mar e Pescas, Teófilo Cunha, reuniu-se durante mais de três horas com armadores, mestres e pescadores, no Museu da Baleia, no Caniçal 31-01-2020 Mar e Pescas
“Não vamos trabalhar  fechados nos gabinetes”

Os armadores da Região pediram ao secretário regional de Mar e Pescas o empenhamento das autoridades regionais junto das entidades europeias para um reforço das quotas de pescado que são atribuídas anualmente e a simplificação das exigências para a pesca do atum rabilho, mas as solicitações esbarram nas normas comunitárias e sobre as quais o Governo Regional muito pouco pode fazer.

O secretário regional de Mar e Pescas e o director regional de Pescas, Teófilo Cunha, e Rui Fernandes, respetivamente, reuniram-se esta sexta-feira no Museu da Baleia, no Caniçal, com armadores, mestres e pescadores associados da Coopesca, e com eles levaram o director dos serviços de Lotas e Entreposto, Pedro Delgado, e o director de serviços de Inspeção e Controlo, Nuno Gouveia.

A conversa entre governantes, armadores e pescadores durou mais de três horas. Questões como as quotas para 2020, o preço do pescado, os apoios, novas infraestruturas e o funcionamento das lotas, entreposto e outros serviços dominaram o encontro.

O secretário regional de Mar e Pescas começou por dar as boas notícias, para 2020: um aumento da captura do atum voador de 2000 toneladas para 2200 e de 44 para 50 toneladas de atum-rabilho e uma descida no atum patudo das 3300 para as cerca de 3000 toneladas. “Em relação ao atum patudo, vamos perder 350 toneladas em vez das 700 iniciais previstas, e isso fica a dever-se ao trabalho do director regional e da secretaria”, afirmou Teófilo Cunha.

Uma das questões mais reclamadas pelos pescadores é a regra comunitária que impõe que na pesca acessória, destinada às pequenas embarcações, por cada atum rabilho pescado, espécie com maior valor comercial, o pescador tenha de trazer a bordo 19 peixes de outras espécies.

Com algum trabalho de campo realizado nos últimos meses, esta regra foi alterada e desde Janeiro deste ano que o número de outras espécies foi reduzido para metade e o pescador não tem que trazê-las a bordo para poder descarregar o atum rabilho, essa espécie de “contrapeso” passa a ser contabilizada ao final da época de safra, altura em que o pescador tem de fazer o acerto de contas.

Num encontro muito participado, a falta de pessoal foi outra das reclamações ouvidas. Assunto que o secretário regional arrumou de imediato, ao anunciar a contratação 11 funcionários que serão distribuídos pelos serviços das lotas.

O governante deixou uma garantia a armadores e pescadores e disse que aquela reunião era um exemplo do que ia afirmar: “Nós não vamos ficar fechados nos escritores, eu e o director regional de Pescas não somos pessoas de gabinetes, vamos andar no terreno a ouvir as pessoas e a trabalhar com todos, armadores, mestres, pescadores. Antes de tomarmos decisões, vamos procurar falar convosco e o mesmo peço a vós, falem connosco quando tiverem dúvidas, as nossas portas estão abertas, na Secretaria e na direcção de Pescas. É falando, conversando, ouvindo os outros e deixando falar quem quer falar, é assim que nós conseguimos resolver os problemas, é assim que queremos trabalhar com todos vós.”

 


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