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Porto Santo produz meia tonelada de mel por ano

Ilha não regista pragas, com apicultores a beneficiarem de novos apoios à comercialização de mel. 14-05-2026 Agricultura e Pescas
Porto Santo produz meia tonelada de mel por ano

Na Ilha do Porto Santo existem 10 apicultores e 12 apiários, num total de 32 colmeias, estimando-se que a produção de mel atinga os 500 Kg anuais.

 

O Secretário Regional de Agricultura e Pescas, Nuno Maciel, esteve esta semana no Porto Santo, onde aproveitou para se inteirar da produção apícola local, reintroduzida em 2015 pelos serviços da Direção Regional de Agricultura (DRA), que conta com um pequeno apiário sentinela, de 5 colmeias, localizado no Centro Experimental do Farrobo.

 

Este apiário é monitorizado frequentemente e funciona como um sistema de alerta, pois a principal função é detetar precocemente o aparecimento e a presença de possíveis doenças e pragas exóticas. Até à data, o Porto Santo, encontra-se indemne às principais doenças existentes na Ilha da Madeira.

 

Para além desta função, este apiário funciona como apoio na cedência de enxames aos apicultores do Porto Santo.

Durante o ano de 2025 e arranque de 2026, a equipa técnica da DRA deslocou-se à ilha do Porto Santo em 6 ocasiões, realizando um total de 28 visitas técnicas aos apicultores que solicitaram esse apoio. Nestas intervenções, os técnicos prestaram apoio direto na manutenção das colmeias, incluindo desdobramentos e substituição de ceras; limpeza de colmeias e estrados; apoio durante as crestas; e recolha de favos e abelhas para análise anatomopatológica.

 

Apoio à comercialização majorado no Porto Santo

Os apicultores da Madeira e do Porto Santo contam, a partir deste ano, com um novo apoio à comercialização do mel.

Disso deu conta Nuno Maciel, numa visita realizada ao Porto Santo, nomeadamente ao apiário do apicultor Filipe Neves.

Na prática, a Secretaria Regional de Agricultura e Pescas aloca 150 mil euros (87% do Orçamento Regional e 13% do POSEI), para apoiar em 30 euros/ano, cada colmeia declarada, e 1€ no quilo de mel comercializado na Madeira, acrescendo mais 50 cêntimos no caso do Porto Santo.

 

A estes montantes de ajuda base, acresce uma majoração de 15% por mel comercializado por produtores com a exploração apícola em espaço florestal, com produção aprovada nos regimes de qualidade da União Europeia ou certificados em Modo de Produção Biológico.

 

As candidaturas poderão ser efetuadas nos Balcões de Atendimento ao Agricultor, à semelhança do que já acontece com o Pedido Único, sendo que no caso do Porto Santo, esse serviço é disponibilizado no Posto de Atendimento ao Cidadão.

O Secretário Regional de Agricultura e Pescas, Nuno Maciel, entende que este apoio é uma forma de estimular uma atividade importante para o setor primário, uma vez que, como se sabe, as abelhas desempenham um papel fundamental na polinização das plantas, garantindo a reprodução vegetal, a manutenção da biodiversidade e o equilíbrio dos ecossistemas.

 

“A presença das abelhas tem um benefício claro para o setor primário, uma vez que potencia a produtividade e melhora a qualidade das culturas, resultando em frutos mais uniformes, saborosos e em maior quantidade, além de reduzir custos com métodos artificiais de polinização”, ressalva Nuno Maciel, que aponta também para a vertente económica, onde a apicultura pode constituir uma fonte de rendimento complementar, por via da produção e comercialização de mel, cera, pólen, geleia real e abelhas-rainhas.

 

Para além dos apoios à comercialização, em agosto próximo inicia-se a entrega gratuita de medicamento veterinário aos apicultores da ilha da Madeira, para efetuarem o controlo do ácaro “Varroa destructor”.

 

Saliente-se que a varroose, uma das principais ameaças à apicultura em todo o Mundo, é uma doença que afeta as abelhas, causada pelo ácaro “Varroa destructor”. Este parasita alimenta-se da hemolinfa (o “sangue” das abelhas) e transmite vírus que enfraquece e mata as abelhas, podendo levar ao colapso das colmeias se não for controlada.

 

Felizmente, o Porto Santo, por não ter doenças e pragas nos apiários, não necessita desta entrega de medicamento veterinário.


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