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"Islenha" afirma cultura madeirense na Feira do Livro de Lisboa

Eduardo Jesus destaca a revista como símbolo da identidade cultural da Região e reforça a importância da presença das Edições SRTAC – Livros da Madeira no maior certame literário do país 28-05-2026 Turismo, Ambiente e Cultura
"Islenha" afirma cultura madeirense na Feira do Livro de Lisboa

A apresentação do número 76 da revista Islenha, realizada esta quarta-feira na Feira do Livro de Lisboa, transformou-se num momento de afirmação cultural da Madeira no panorama editorial português. A sessão contou com a presença do Secretário Regional de Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, que sublinhou o papel da publicação como espaço de pensamento, memória e valorização da identidade insular.

Perante um público composto por leitores, investigadores, autores e visitantes da feira, Eduardo Jesus destacou o significado simbólico de levar a Islenha até Lisboa, considerando que a presença da revista no maior certame literário do país representa “muito mais do que o lançamento de uma publicação”. Para o governante, trata-se da afirmação da cultura madeirense num espaço privilegiado de encontro entre diferentes expressões culturais e literárias do universo lusófono.

“O facto de apresentarmos hoje a Islenha na Feira do Livro de Lisboa tem um significado muito especial, porque reforça a presença da Madeira no debate cultural nacional e aproxima ainda mais a Região do restante país”, afirmou. Eduardo Jesus salientou que, apesar da distância geográfica, “a Madeira nunca esteve distante culturalmente”, defendendo que iniciativas desta natureza ajudam a consolidar pontes entre o arquipélago e o continente.

Ao longo da intervenção, o secretário regional destacou o percurso da revista, publicada desde dezembro de 1987 pela Secretaria Regional de Turismo, Ambiente e Cultura, através da Direção Regional da Cultura, enaltecendo a direção de Rita Rodrigues deste corrente número, e considerando que a Islenha se afirmou ao longo das décadas como “um compromisso cultural” da Região. Sublinhou ainda o papel da publicação na valorização do património histórico e artístico da Madeira e da Macaronésia, bem como na divulgação de investigação científica ligada às sociedades insulares atlânticas e à diáspora madeirense.

Eduardo Jesus referiu também que o destaque a esta publicação na Feira do Livro de Lisboa assume um valor particularmente relevante num momento em que as culturas regionais enfrentam desafios de visibilidade e uniformização. Nesse contexto, defendeu que apoiar projetos editoriais ligados às identidades locais é uma forma de preservar diversidade cultural e estimular pensamento crítico.

“A Islenha cria diálogo entre tradição e contemporaneidade, entre insularidade e universalidade”, afirmou, acrescentando que cada edição funciona como um elo entre a Madeira e os madeirenses espalhados pelo país e pelo mundo. Segundo o governante, a revista contribui para manter viva uma memória coletiva e um sentimento de pertença que ultrapassa fronteiras geográficas.

A Apresentação que teve hoje lugar, insere-se em mais uma presença da Madeira na Feira do Livro de Lisboa com um stand próprio (Edições SRTAC – Livros da Madeira) algo que acontece pela oitava vez, depois das participações registadas em 2011, 2017, 2018, 2019, 2022, 2023, 2025 e na corrente edição.

Até ao dia 14 de junho, o stand disponibiliza ao público obras da Direção Regional da Cultura, da Direção Regional dos Arquivos, das Bibliotecas e do Livro e do Centro de Estudos de História do Atlântico, bem como títulos da Associação Musical e Cultural Xarabanda e da Associação Académica CADMUS. Trata-se de livros dedicados à história, património, música e identidade cultural do arquipélago, reforçando a aposta da Região na divulgação do seu património editorial junto de investigadores, leitores interessados nas temáticas atlânticas e da comunidade madeirense residente no continente.

Além da programação editorial, o stand das Edições SRTAC – Livros da Madeira conta ainda com campanhas promocionais diárias destinadas a incentivar a leitura e aproximar o público do fundo documental regional. Entre as iniciativas previstas estão a ação “Livro do Dia”, descontos até 60% sobre o preço de venda ao público e a adesão à “Hora H”, campanha promovida pela organização da feira durante a última hora antes do encerramento, de segunda a quinta-feira, abrangendo obras com mais de 24 meses de edição.

No encerramento da apresentação, Eduardo Jesus deixou um apelo à descoberta da cultura regional através da leitura, considerando que iniciativas desta natureza contribuem para fortalecer os laços entre as ilhas, o continente e as comunidades madeirenses espalhadas pelo mundo.

 

 


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