A secretária regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, participou hoje nas comemorações do Dia das Misericórdias, promovidas pela Santa Casa da Misericórdia da Calheta, instituição que há quase cinco séculos serve a comunidade madeirense.
A celebração teve como momento central a Eucaristia presidida pelo capelão do Lar Nossa Senhora da Estrela, padre Silvano Gonçalves, solenizada pelo Grupo de Formação Musical da Casa do Povo da Calheta. A cerimónia reuniu representantes das Misericórdias da Região, autarcas, dirigentes institucionais, colaboradores, utentes e membros da comunidade.
Na ocasião, a governante enalteceu o papel histórico e atual das Misericórdias na promoção da solidariedade, da inclusão e da proteção das pessoas em situação de maior vulnerabilidade.
“Celebramos hoje muito mais do que instituições. Celebramos uma forma de estar na sociedade, uma forma de olhar para o outro e uma forma de cuidar”, afirmou Paula Margarido, recordando que as Misericórdias acompanham a história da Madeira há mais de cinco séculos, desde a fundação da Misericórdia do Funchal, em 1508.
A secretária regional salientou que, apesar das profundas transformações sociais, económicas e tecnológicas ocorridas ao longo dos séculos, estas instituições mantêm intacta a sua missão de colocar a dignidade da pessoa humana no centro da sua ação, respondendo diariamente aos desafios do envelhecimento, da solidão, das novas formas de pobreza, da exclusão social e das fragilidades associadas à saúde mental.
Durante a intervenção, Paula Margarido deixou uma palavra de profundo reconhecimento às quatro Misericórdias da Região Autónoma da Madeira - Funchal (1508), Machico (1521), Santa Cruz (1526) e Calheta (1535) — pelo trabalho discreto, mas absolutamente essencial, que desenvolvem junto de centenas de madeirenses e respetivas famílias.
A governante destacou igualmente a parceria sólida existente entre o Governo Regional e as Misericórdias da Região, que se materializa num apoio às suas respostas sociais, reconhecendo o papel fundamental que estas instituições desempenham na proteção das pessoas mais vulneráveis e na promoção da coesão social.
“Investir nas Misericórdias é investir na dignidade humana, na coesão social e numa sociedade mais justa, mais próxima e mais solidária”, sublinhou.
Uma referência particular foi dirigida à Santa Casa da Misericórdia da Calheta, fundada em 1535, que classificou como um exemplo de resiliência, capacidade de adaptação e compromisso permanente com a comunidade, através das suas respostas nas áreas do apoio à população idosa, serviço de apoio domiciliário, cuidados continuados, reabilitação e acompanhamento social.
As comemorações integraram ainda uma procissão em honra de Nossa Senhora da Estrela, a atuação da Banda Municipal Paulense e diversos momentos de convívio entre instituições, colaboradores, utentes e comunidade.
Na conclusão da sua intervenção, Paula Margarido sublinhou que as Misericórdias continuam a transmitir uma mensagem de particular atualidade:
“As Misericórdias recordam-nos que a misericórdia não é um sentimento passageiro, mas uma forma concreta de transformar a compaixão em cuidado, a proximidade em esperança e a dignidade humana em compromisso quotidiano.”
As celebrações terminaram com um momento de confraternização entre os participantes, reforçando os laços de proximidade, partilha e serviço que continuam a inspirar a missão das Misericórdias na Região.