Em funcionamento desde fevereiro de 2024, o Lar Margô apresenta uma particularidade no contexto regional: é a única resposta ERPI na Região Autónoma da Madeira gerida por uma sociedade comercial por quotas, encontrando-se devidamente licenciada e sujeita à fiscalização do Instituto de Segurança Social da Madeira, IP-RAM (ISSM), no âmbito das suas competências.
Esta especificidade evidencia também a diversidade de entidades que podem desenvolver respostas sociais dirigidas às pessoas idosas, desde que cumpridos os requisitos legais e regulamentares aplicáveis ao respetivo funcionamento e salvaguardados os padrões de qualidade, segurança e proteção dos residentes.
No Lar Margô, o acompanhamento procura ser adaptado à história de vida, aos hábitos, às preferências e ao grau de autonomia de cada pessoa, numa abordagem centrada no residente e na individualização dos cuidados.
“Nesta casa, somos todos família”, afirmou a administradora Cândida Carvalho durante a visita, acompanhada pela também administradora Goreti Carvalho e por outros elementos da direção.
Segundo a administração, o projeto assenta num modelo centrado na pessoa, orientado pelos princípios da dignidade, proximidade e individualização dos cuidados, apostando igualmente na formação contínua dos profissionais, na motivação das equipas e na entreajuda.
A observação e o acompanhamento quotidianos permitem adequar a intervenção à evolução das necessidades de cada residente, incluindo das pessoas com demência e outras alterações neurocognitivas, procurando preservar, tanto quanto possível, a sua autonomia e promover o sentimento de pertença.
O Lar Margô acolhe madeirenses, emigrantes regressados à Região e cidadãos estrangeiros que escolheram a Madeira para viver. Entre os serviços disponibilizados encontram-se acompanhamento médico, enfermagem permanente, fisioterapia e reabilitação física, nutrição personalizada, gestão da medicação e apoio nas atividades da vida diária. São ainda desenvolvidas atividades de envelhecimento ativo, iniciativas sociais e recreativas, projetos intergeracionais e ações de ligação à comunidade.
A visita insere-se no acompanhamento que a Secretaria Regional de Inclusão, Trabalho e Juventude realiza às diferentes respostas sociais existentes na Região, independentemente da respetiva natureza jurídica ou modelo de gestão, permitindo conhecer no terreno as suas práticas, necessidades e desafios.
No final da visita, Paula Margarido destacou a dimensão humana do acompanhamento observado:
“Hoje tive oportunidade de conhecer uma resposta diferente no panorama regional e, sobretudo, de contactar com as pessoas que aqui vivem e com quem diariamente cuida delas. Pude constatar o empenho de uma equipa que procura colocar a pessoa no centro dos cuidados, respeitando a sua história, a sua individualidade e a sua autonomia.
"É esta dimensão humana que deve estar sempre presente quando falamos de envelhecimento e de respostas residenciais: antes de qualquer condição clínica, está uma pessoa, com uma vida, uma identidade e uma dignidade que importa preservar