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Região vai continuar a investir em tecnologias na Saúde

Porque serviço público não pode ficar para trás 16-10-2026 Presidência
Região vai continuar a investir em tecnologias na Saúde

Miguel Albuquerque defendeu hoje que o SESARAM não pode ficar para trás relativamente ao ensino privado, sublinhando a necessidade de se continuar a apostar na tecnologia de ponta, de modo a garantir aos madeirenses um serviço público de saúde de qualidade.

O presidente do Governo Regional falava na cerimónia de apresentação do robô cirúrgico para ortopedia, no dia em que se iniciaram as primeiras cirurgias já com o novo equipamento, no Hospital Dr. Nélio Mendonça.

Falando aos jornalistas, após presenciar o robô em ação, o líder madeirense disse que «se a Região não investir nestes robôs, em equipamento de ponta, vamos

assistir a um serviço de saúde privado que vai adquirindo estas novas tecnologias, incluindo os robôs não intrusivos de cirurgia e de ortopedia». E o Serviço Público de Saúde, alertou, vai ficar para trás.

«Temos de continuar a fazer estes investimentos. Fizemos no robô cirúrgico Da Vinci, que tem decorrido muito bem, e agora neste robô da ortopedia, o que obviamente obriga também a uma qualificação dos nossos profissionais (os médicos, os enfermeiros, os assistentes operacionais) para continuar a disponibilizar um Serviço Público de Saúde aos nossos concidadãos em igualdade de circunstâncias com os privados», explicou.

Uma aposta que visa evitar uma dualidade na Saúde da Madeira, em que teríamos um serviço de medicina privada melhor apetrechado para quem tem posses e um outro serviço residual para quem não tem.

O robô para as cirurgias ortopédicas representa um investimento de 1,6 milhões de euros.

Utilizada em procedimentos de substituição total e parcial do joelho e de substituição total da anca, esta tecnologia avançada de cirurgia assistida por braço robótico permite realizar intervenções de forma mais precisa, personalizada e adaptada às necessidades de cada doente.

As grandes vantagens desta tecnologia são:

- Planeamento cirúrgico mais preciso e individualizado, através de tecnologia de imagem médica tridimensional: Antes da cirurgia é realizada uma TAC que permite criar um modelo tridimensional da articulação do doente. Com base nesta informação, o cirurgião pode preparar e adaptar a intervenção à anatomia específica de cada utente, definindo os parâmetros essenciais da cirurgia e o posicionamento pretendido para o implante.

- Execução do procedimento: Durante a cirurgia, esta tecnologia disponibiliza mecanismos de orientação e controlo em tempo real, que ajudam o cirurgião a executar o plano estabelecido. Esta tecnologia permite, por exemplo, criar limites virtuais que auxiliam as equipas a realizar os cortes ósseos dentro da área planeada, contribuindo para um maior rigor da intervenção e a preservação das estruturas anatómicas que não devem ser afetadas.

- Recuperação pós-operatória: Dependendo das características do doente e do tipo de intervenção realizada, a utilização deste sistema poderá também contribuir para melhorar alguns aspetos da recuperação pós-operatória, uma vez que o alinhamento articular, a estabilidade e a recuperação funcional são elementos relevantes para o resultado clínico.


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