O Secretário Regional de Agricultura e Pescas, Nuno Maciel, destacou hoje, por ocasião das comemorações do 40.º aniversário da Casa do Povo de São Jorge, a importância destas instituições na coesão social, na valorização da identidade cultural e na dinamização das comunidades rurais da Região Autónoma da Madeira.
Na ocasião, Nuno Maciel enalteceu o trabalho desenvolvido pelas Casas do Povo ao longo de várias décadas, considerando que estas estruturas desempenham «um papel insubstituível na proximidade às populações e na preservação da identidade das nossas freguesias».
«As Casas do Povo são muito mais do que instituições de âmbito local. São espaços de encontro, de participação, de aprendizagem e de transmissão de conhecimentos entre gerações. Têm uma ligação muito próxima às pessoas e conhecem, como poucas instituições, as necessidades e as potencialidades das comunidades onde estão inseridas», afirmou.
O governante salientou que o trabalho destas associações assume particular relevância nas zonas rurais, onde contribuem para combater o isolamento, estimular a participação comunitária e manter vivas as tradições e os saberes que fazem parte do património cultural madeirense.
«Valorizar as Casas do Povo é também valorizar o mundo rural. É reconhecer o trabalho de dirigentes, colaboradores e voluntários que, muitas vezes de forma discreta, asseguram uma atividade permanente ao serviço das populações e ajudam a manter as nossas freguesias dinâmicas e participativas», acrescentou.
Como exemplo deste contributo, Nuno Maciel destacou a atividade da Casa do Povo de São Jorge e dos seus dirigentes, que, ao longo de quatro décadas, tem promovido iniciativas sociais, culturais e formativas, assumindo um papel relevante na dinamização da freguesia e na preservação das tradições locais. Entre as iniciativas desenvolvidas encontram-se ações de formação na área dos trabalhos tradicionais e artísticos.
Para o Secretário Regional, estas iniciativas demonstram que a preservação das tradições não significa apenas conservar o passado, mas também criar oportunidades para transmitir conhecimentos, desenvolver competências e estimular novas formas de participação.
«Quando ensinamos uma técnica tradicional, estamos a preservar um património, mas estamos igualmente a criar oportunidades de convívio, de valorização pessoal e de partilha entre gerações. É esta capacidade de manter vivas as nossas tradições, dando-lhes continuidade no presente, que importa incentivar», sublinhou.
No âmbito do apoio à atividade da instituição, a Secretaria Regional de Agricultura e Pescas celebrou com a Casa do Povo de São Jorge um contrato-programa de funcionamento, no valor de 19.025 euros, destinado a comparticipar despesas correntes e encargos associados às suas atividades.
Nuno Maciel reiterou que o Governo Regional continuará a reconhecer e a apoiar o trabalho destas instituições, considerando que o seu funcionamento é fundamental para garantir a continuidade de iniciativas que contribuem para o desenvolvimento rural e local.
«O investimento nas Casas do Povo é um investimento nas pessoas, nas comunidades e na identidade da Madeira. Queremos instituições com capacidade para continuar a responder às populações, a dinamizar as freguesias e a transmitir às novas gerações aquilo que de melhor recebemos dos nossos antepassados», concluiu.