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Mobilidade é fácil de resolver se Lisboa tiver vontade

O problema da mobilidade é fácil de resolver. Basta que o Governo da República tenha vontade política em resolvê-lo, disse Miguel Albuquerque. 21-05-2019 Presidência
Mobilidade é fácil de resolver se Lisboa tiver vontade

Miguel Albuquerque não tem dúvidas: «Os problemas que temos na Madeira devem-se a estarmos ancorados a um barco (o Estado) que há vinte anos anda a meter água. E quando nós falamos da questão dos transportes, nós estamos a falar de um Estado, de um Governo que não cumpre com as suas obrigações».

O presidente do Governo Regional falava na sessão de abertura do Dia do Empresário Madeirense, hoje assinalado. Em resposta a questões colocadas por Jorge Veiga França, presidente da ACIF, entidade que organizou o evento, Miguel Albuquerque sublinhou que «o problema da mobilidade da Madeira não é nenhum drama, é fácil de resolver». «Tem é de haver vontade política do Governo da República em resolver esse problema», juntou.

«Quer melhorar o turismo? Todos nós queremos! Mas, como é que se pode melhorar o Turismo se temos uma companhia nacional, onde o Estado tem 49% do capital e administradores nomeados nessa mesma companhia, que continua a praticar preços de 600 e 700 euros para um continental vir à Madeira?! Acha que isto é normal em qualquer País?», questionou.

Críticas ainda ao Estado português por não comparticipar financeiramente a ligação marítima entre as ilhas e o Continente, ao contrário do que faz o Governo espanhol em relação a Canárias. Aqui, realçou, quem tem de assumir as despesas é a Região. «Isto não é normal! Isto é uma questão política!», protestou.

O governante afirma ainda não ser possível estarmos ainda à espera, três anos depois, da revisão do subsídio de mobilidade. E questionou: «É normal que uma família, com dois filhos a estudar no Continente, tivesse que adiantar 400 e 500 euros para cada jovem vir passar o Natal ou a Páscoa na sua terra? Não me parece! Isto, não era fácil de resolver. Mas, nós resolvemos para os estudantes! Criámos um fundo, onde pagamos os juros».

«Se calhar, vamos ter de fazer isto, até final do ano, para os milhares de residentes que têm de viajar para Lisboa. Há uma coisa que se chama Constituição da República. Em nenhum Estado democrático do mundo, ou pelo menos gerido por pessoas de boa fé, custa 700 euros para uma pessoa circular dentro do seu próprio território. Isto chama-se separatismo político; concluiu.


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