A Região Autónoma da Madeira assinalou esta quarta-feira o Dia da Região e das Comunidades Madeirenses com a tradicional Cerimónia de Imposição das Insígnias Honoríficas Madeirenses, realizada na Sala Azul do Centro de Congressos da Madeira, numa sessão marcada pela homenagem a personalidades que se destacaram pelo contributo prestado ao desenvolvimento económico, social, cultural e institucional da Madeira e das suas comunidades espalhadas pelo mundo.
A cerimónia foi presidida pelo Presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, contando com a presença do Representante da República para a Região Autónoma da Madeira, Paulo Barreto, da Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Rubina Leal, dos membros do Governo Regional, dos deputados da Assembleia Legislativa da Madeira, de autarcas, representantes de diversas instituições e familiares dos homenageados.
Na edição deste ano foram atribuídas Insígnias Autonómicas de Valor, de Distinção e de Bons Serviços, distinguindo percursos de vida marcados pelo empreendedorismo, pelo serviço público, pela cultura, pela agricultura, pelo associativismo e pela promoção da Madeira além-fronteiras.
Receberam a Insígnia Autonómica de Valor, a mais elevada distinção regional, o empresário luso-americano Joseph Fernandes, a título póstumo, o empresário José de Jesus Barreto e o Coronel Ramiro Morna do Nascimento.
Foram igualmente atribuídas Insígnias Autonómicas de Distinção a Carlos Pereira, Maria Teresa Freitas Brazão, David Caldeira Ferreira, Eugénia Maria, Pedro Costa Ferreira e Francisco Antero Figueira, enquanto Luciano Homem de Gouveia e José António Florença receberam a Insígnia Autonómica de Bons Serviços.
Em representação dos agraciados, usou da palavra Maria Teresa Freitas Brazão, que sublinhou o significado histórico e identitário do Dia da Região, recordando o longo percurso de afirmação autonómica dos madeirenses e a sua antiga aspiração ao autogoverno.
A antiga responsável pela área da cultura evocou igualmente memórias familiares ligadas à administração local e ao período anterior à autonomia política, recordando que o seu pai exerceu funções como vereador do histórico presidente da Câmara Municipal do Funchal, Fernando Couto.
Nesse contexto, lembrou as dificuldades próprias de uma época em que "era necessário enviar para Lisboa praticamente todos os pedidos de autorização, projetos e financiamento", salientando que a autonomia permitiu aproximar as decisões das pessoas e adaptar as políticas públicas às especificidades da realidade insular.
Na sua intervenção, Miguel Albuquerque destacou a dimensão universal da Madeira e da madeirensidade, lembrando que a Região se afirma muito para além das suas fronteiras geográficas, através da vasta diáspora madeirense espalhada pelos vários continentes.
O Presidente do Governo Regional referiu que essa ligação às comunidades emigrantes assume este ano um significado particularmente especial, numa altura em que milhares de madeirenses e seus descendentes vivem momentos de preocupação e sofrimento devido aos violentos sismos que recentemente atingiram a Venezuela, provocando uma grave crise humanitária e vitimando dezenas de membros da comunidade madeirense ali radicada.
Miguel Albuquerque sublinhou que a Madeira acompanha com preocupação a situação vivida naquele país irmão e reafirmou a solidariedade da Região para com as famílias afetadas pela tragédia.
A cerimónia terminou com a tradicional Madeira de Honra, encerrando o momento institucional central das comemorações do Dia da Região Autónoma da Madeira e das Comunidades Madeirenses, que prosseguem ao longo do dia com a celebração do Te Deum na Sé do Funchal e com o Concerto Comemorativo pela Orquestra Clássica da Madeira, no Parque de Santa Catarina.
Ao distinguir percursos de vida marcados pelo mérito, pela dedicação e pelo serviço à comunidade, a Região voltou a afirmar os valores que estiveram na génese da autonomia e que continuam a orientar a construção de uma Madeira mais desenvolvida, mais coesa e mais afirmada no mundo.