DROTA monitoriza Qualidade do Ar no Porto do Funchal

O transporte marítimo emite anualmente cerca de 1000 milhões de toneladas de CO2 e é responsável por cerca de 2,5% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE) de acordo com o 3º estudo da Organização Marítima Internacional (IMO). 08-08-2018 Direção Regional do Ordenamento do Território e Ambiente
DROTA monitoriza Qualidade do Ar no Porto do Funchal Tendo em conta o crescimento económico global e a evolução da política energética, está previsto um aumento significativo das emissões das frotas. Este crescimento de emissões é incompatível com o objetivo acordado internacionalmente (Acordo de Paris) de manter o aumento da temperatura global abaixo dos 2 ° C e de procurar esforços para limitar o mesmo a 1,5 ° C em comparação com os níveis pré-industriais.

Tendo em vista a integração das emissões do transporte marítimo nas políticas de redução de gases com efeito de estufa da UE a partir de 2013, foi adotado pela Comissão Europeia o Regulamento (UE) 757/2015 (Regulamento de Envio MRV da UE) em Abril de 2015, que estabelece as regras para a monitorização através de relatórios e verificação das emissões e outras informações relevantes, a fim de promoção da redução das emissões de CO2 marítimo (EU MRV) a partir de janeiro de 2018.

Face ao exposto, a APRAM e a DROTA deram início a um projeto inovador a nível nacional no sentido de ser monitorizada a Qualidade do Ar Ambiente no Porto do Funchal entre o período de novembro de 2017 e o mês de abril do presente ano (período de maior fluxo de tráfego marítimo), tendo como objetivo estabelecer a comparação da Qualidade do Ar Ambiente na presença de um navio movido a Gás Natural Liquefeito (LNG)) e os navios movidos a fuel/diesel oil, por forma a se obter evidências na melhoria da Qualidade do Ar Ambiente, quer na zona do Porto do Funchal bem como na baía do Funchal.

De salientar ainda que o Porto do Funchal é o segundo porto a nível europeu a efetuar este estudo, estando prevista a médio prazo a realização de uma monitorização semelhante no Porto de Veneza.”