Miguel Albuquerque está hoje no Porto Santo, onde participa nas comemorações do Dia do Concelho. E onde deixou claro que o caminho a prosseguir é de cooperação e de mútuo entendimento com as entidades locais, no sentido de se juntar esforços de modo a preservar os interesses da população do Porto Santo.
«Todas as políticas que têm sido prosseguidas são políticas que visam, única e exclusivamente, o bem-estar da população porto-santense», fez questão de sublinhar.
O presidente do Governo Regional, intervindo na sessão solene, lembrou compromissos já assumidos e cumpridos em várias áreas, como é o caso do subsídio de mobilidade, primeiro a beneficiar só os porto-santenses, depois a incentivar aos madeirenses que quisessem viajar para aquela ilha.
«Foi um investimento muito importante do Governo. Até agora, 13,5 milhões de euros. Mas, com efeitos decisivos na queda e no esbatimento da sazonalidade desta ilha, bem como na fixação de pessoas no Porto Santo», realçou.
Depois de enaltecer as Festas de São João, que apelidou de magníficas e que atraem milhares de pessoas à ilha, frisou haver outros eventos de iniciativa local que também têm um efeito muito importante no esbater da sazonalidade.
O governante aproveitou ainda para recordar outras medidas e decisões importantes, como foi a de se arrancar «com uma obra que será essencial na qualidade de vida da população e na sua segurança, numa oferta de prestação de cuidados de saúde de grande qualidade, que é a nova unidade de saúde do Porto Santo, que está já em construção».
Essa unidade, enalteceu, «está agregada, em boa hora, a outra unidade, que será a dos cuidados continuados». Mas, uma construção que pode estar em risco: «Uma das razões para que precisamos do Orçamento aprovado é porque em novembro temos de lançar a segunda fase da obra da unidade de saúde e da unidade dos cuidados continuados. São 12 milhões de euros que temos ali investidos».
Há ainda uma outra decisão que já está tomada, que é «a ampliação do Lar da Nossa Senhora da Piedade em 26 camas».
Medidas em curso que serão complementadas, logo que o Orçamento seja aprovado, «pela introdução, novamente, do subsídio de insularidade para os funcionários da administração autónoma do Porto Santo, incluindo os da Educação e os da Saúde». «Será uma forma importante de fixarmos aqui profissionais de qualidade para a prestação desses serviços», acrescentou.
Outro problema que há no Porto Santo, como acontece a nível regional, nacional e em toda a Europa, é o da subida do preço das unidades residenciais, sobretudo para os jovens casais e para a classe média.
«Neste momento, felizmente, temos já em construção as 30 casas a custo controlado, no sítio das Matas. A nossa ideia é alargar, depois, o acesso da população porto-santense a outras modalidades de construção e de apoio de habitação social, até porque, neste momento, são cerca de 80 pessoas que já manifestaram necessidades habitacionais», anunciou.
Miguel Albuquerque chamou ainda a atenção para os investimentos feitos em termos das novas centrais de baterias, ou seja, de fornecimento de energia limpa naquela ilha, «que tem de ser um paradigma ambiental». São 11 milhões de euros investidos. E ainda para os realizados ao nível do abastecimento de água e das drenagens das águas no Porto Santo. «São mais 10 milhões de euros e que são decisivos para o presente e para o futuro da ilha», recordou.
No Turismo, disse ainda, tem sido feito um trabalho, pelo Governo, em articulação com a Câmara, «um trabalho no sentido de tornar o Porto Santo num polo de grande atratividade turística, mas sempre de forma sustentada e na escala que interessa à população do Porto Santo».
Ou seja, explicou, uma aposta «num Turismo vocacionado para a qualidade, para a melhoria dos serviços que têm sido prestados». «Não somos nem nunca seremos no Porto Santo um
destino de massas, tem de ser um destino de alta qualidade, seja para o turismo tradicional seja para o turismo residencial», preconiza.
Desta forma, «as infraestruturas que o Governo Regional vem recuperando na ilha – o centro de hipismo, o centro de ténis, a pousada da juventude, a Fonte da Areia, o museu Colombo, o Edifício Baiana – tem a ver muito com a necessidade da diversificação da oferta, mas também tem a ver com a afirmação do Porto Santo como um polo do Turismo polivalente».
«Não é só a praia, há paisagens belíssimas, que têm sido melhoradas pelas reabilitações que temos feito na área florestal e pelos caminhos que temos aberto e que vamos continuar a abrir. Tudo isso obriga a que o Porto Santo seja um ecossistema único, com preços bons, mas que mantenha a sua escala, no sentido de não termos aqui disfuncionalidades que prejudiquem a população», explicou.
Segundo o governante, é nesse sentido que se continuará a trabalhar. Desta forma, garantiu que «o novo hotel e outras unidades que eventualmente venham a abrir no Porto Santo terão de levar sempre em linha de conta um princípio fundamental: alta qualidade». «Não podemos ter aqui hotéis de grande dimensão, de grande escala, que venham por em causa o equilíbrio populacional e a qualidade de vida dos porto-santenses», reforçou.
A concluir, tempo ainda para uma crítica: «Queria dizer aos serviços do Estado que estou disponível para emprestar uma lata de tinta que é para pintarem a parede do Tribunal» (que está em estado deplorável).