Miguel Albuquerque garantiu hoje total abertura ao diálogo e à negociação com os outros partidos, mas deixou claro que tal não quer dizer que deixará de tomar decisões ou que vai fingir que vai governar, que tomará medidas para levar a Madeira à estagnação.
«Estamos aqui para garantir que os madeirenses terão um futuro risonho», deixou claro, no seu discurso de encerramento, ainda antes da aprovação do Programa do XV Governo Regional. Uma aprovação que o deixou satisfeito e que o levou a, mais uma vez, enaltecer e agradecer a todos os partidos que mostraram responsabilidade e disponibilidade para negociar. E repetiu críticas ao PS e ao JPP por se recusarem ao diálogo.
Na sua intervenção de encerramento, lembrou números de sucesso da sua governação, frisando estarmos perante um Governo credível, que tem trazido a Região para patamares muito acelerados de desenvolvimento.
O presidente do Governo Regional acusou ainda o PS e o JPP de estarem a tentar passar um atestado de incapacidade mental ou cívica aos madeirenses.
Recordou ainda que «o PSD continua a ser o partido liderante e o veredicto do povo foi decisivo para estramos aqui». Mas, também frisou que «as maiorias hoje, com a fragmentação dos eleitorados, comum em toda a Europa, são formadas por base no diálogo partidário».
«Foi concluído o processo de negociação. O sufrágio popular em democracia é determinante, não é a opinião do deputado A ou B. E é o voto popular quem determina quem vai governar», explicou.
O governante disse ainda que assume e sempre assumiu as suas responsabilidades, mesmo num quadro muito difícil. Pelo que, garantiu, «estar, obviamente, disponível para qualquer diligência judicial». «Não enjeitei nunca as minhas responsabilidades. E nunca me escondi atrás dos meus cargos públicos», disse.
Contudo, reitera que os direitos políticos estão diretamente associados aos direitos cívicos e que não prescinde dos seus direitos cívicos.
Ao PS e ao JPP deixou um conselho: «Se querem ganhar as eleições vão junto do povo e tentem ganhar as eleições, de forma livre».
Ainda para estes partidos, reforçou: «O Governo continua a governar porque o povo continua a acreditar no nosso projeto. E tem todas as razões para acreditar. Essas linhas de rumo são as que têm trazido crescimento económico – há 36 meses que vimos crescendo, todos os meses, com u PIB a atingir os sete milhões, ou seja mais 62% do que em 2015 – a taxa de desemprego mais baixa… Se isto não é governar bem, o que será que é governar bem?».
A este nível, recordou a redução constante da dívida e a devolução de 540 milhões de euros às famílias, com a diminuição da carga fiscal.
Destacou ainda várias obras, lembrou os resultados recorde no turismo e na economia, enalteceu os apoios sociais e frisou os resultados na Educação, com estabilidade no sector e dando dignidade aos docentes.
A concluir, uma constatação: «Os interesses primaciais dos madeirenses e porto-santenses são sempre superiores ao dos egos exacerbados de alguns líderes da oposição».