A inalação do fumo de incêndios florestais pode provocar alterações oftalmológicas, respiratórias, cardíacas e neurológicas. Estes efeitos podem ocorrer devido ao calor (queimaduras) ou à irritação/toxicidade dos componentes químicos do fumo.
A exposição ao fumo dos incêndios pode causar vários sintomas, por exemplo:
• Irritação do nariz, garganta e traqueia;
• Tosse;
• Pieira e falta de ar;
• Irritação dos olhos e perturbações da visão;
• Dores de cabeça;
• Tonturas;
• Agravamentos das doenças do coração e respiratórias;
• Dificuldades de concentração e confusão mental.
Como prevenir?
• Perante uma atmosfera com fumo, respirar devagar e manter a calma até conseguir se afastar ou proteger da exposição;
• Evitar todas as atividades de exterior, mantendo-se dentro de casa (se esta estiver em zona segura), com as janelas e as portas fechadas, em ambiente fresco;
• Não fumar, não acender velas nem qualquer aparelho que funcione a gás ou a lenha dentro de casa;
• Quando a exposição ao fumo é inevitável, reduzir a inalação de partículas de fumo, protegendo a boca e nariz com máscaras (preferencialmente N95) ou lenços húmidos;
• Manter-se hidratado;
• Manter a medicação habitual, nomeadamente se tiver doenças crónicas.
O que fazer em caso de sintomas?
• Retirar a pessoa/retirar-se do local de exposição ao fumo;
• No caso de irritação dos olhos, lavar com soro fisiológico ou água fria e limpa;
• Se tiver ou mantiver outras queixas como tosse intensa, falta de ar, peso no peito, tonturas e dores de cabeça, deve procurar assistência médica (ex. serviço de atendimento urgente mais próximo);
• Os doentes do foro cardíaco e respiratório devem ter consigo a medicação de urgência e usá-la logo que sentirem que é necessário;
• Em caso de dúvidas, consulte um profissional de saúde ou um elemento da resposta de proteção civil.