E aproveitou o anúncio feito pelo padre Marcos Pinte da construção pela Casa São José de um Lar, orçado em cerca de 14 milhões de euros, para sublinhar ser este mais um bom exemplo do sucesso da Economia social e da confiança que ela merece na nossa sociedade.
O presidente do Governo Regional falava na sessão de abertura do III Congresso Mais Social, uma iniciativa conjunta da Câmara Municipal de Câmara de Lobos e da Casa São José, que decorreu no auditório da Segurança Social.
Aos presentes, salientou que grande parte das instituições da Economia Social são IPSS. E muitas delas «funcionam à base do voluntariado, ou seja, de um conjunto de pessoas que disponibilizam parte e tempo da sua vida profissional e familiar para o serviço destas instituições de solidariedade social».
Desta forma, fez questão de, em nome do Governo, agradecer a todos «esse esforço, essa dedicação e essa arte nobre de solidariedade diária».
Na sua intervenção fez ainda questão de felicitar o padre Marcos Pinto, presidente da direção da Casa São José, uma IPSS da Igreja madeirense pela organização do evento e reiterar que a Igreja e as suas instituições são um parceiro fundamental do Governo Regional da Madeira.
Miguel Albuquerque, a propósito, fez questão de sublinhar não haver qualquer equívoco no relacionamento com a Diocese: «Nós reconhecemos o papel da Igreja no quadro da Educação – e por isso nós mantemos, ao contrário do que acontece no Continente, contratos de associação com as escolas privadas, em particular com as da Igreja. Porque entendemos que compete às famílias escolherem o tipo de educação que querem para os seus filhos».
Papel que estende a outros sectores, lembrando que o seu Governo mantém, com a Igreja, no quadro da Saúde e da área social, diversos contratos-programa. Que, garante, serão para continuar
Segundo Miguel Albuquerque, as IPSS asseguram três princípios fundamentais, que o Estado raramente consegue superar, sendo o primeiro «o princípio da proximidade, do conhecimento in loco dos problemas sociais que cada comunidade tem e de encontrarem soluções para fazerem face aos mesmos».
«O segundo princípio é o da eficácia e racionalidade. Ou seja, estas instituições têm uma capacidade de obterem ganhos nos serviços que prestam de uma forma muito mais racional em termos de utilização dos dinheiros do que o Estado. Sai mais económico e é mais útil e mais eficaz a forma como estas instituições trabalham», acrescentou.
O presidente do Governo Regional apontou, se seguida, o terceiro princípio, que é o da liberdade e da diversidade: «O Estado não tem de estar a impor filosofias a ninguém, o Governo tem é de garantir que o princípio fundamental da coesão social é assegurado. É assegurado pelos seus serviços, e tem de continuar a sê-lo, mas compete a estas instituições da Economia social assegurar que não vivemos numa sociedade polarizada e que fraturas sociais tragam o radicalismo e a polarização».
A concluir, referenciou: «O padre Marcos Pinto vai investir agora quase 14 milhões de euros no novo Lar da Casa São José. Se ele vai investir tal verba e se vai assegurar a gestão complementar deste investimento temos aqui um bom exemplo do sucesso da Economia social e da confiança que ela merece na nossa sociedade».