O Governo Regional, através da GESBA – Empresa de Gestão do Setor da Banana da Madeira, iniciou uma transformação decisiva no setor agrícola regional ao anunciar a substituição progressiva dos sacos de plástico por sacos de TNT (tecido não tecido). Esta medida ecológica representa muito mais do que uma troca de materiais: é um compromisso firme com a sustentabilidade ambiental, com a reutilização, com a economia circular e com os produtores de Banana da Madeira, que continuarão a receber gratuitamente os novos sacos.
Menos plástico. Mais responsabilidade.
Os tradicionais sacos de plástico, apesar de práticos, geram resíduos com elevado impacto ambiental e são menos eficientes no desenvolvimento do cacho. Com a introdução dos sacos de TNT — reutilizáveis, mais resistentes e biodegradáveis — a GESBA dá um passo essencial na redução da pegada ecológica do setor. Ao serem reutilizáveis por vários ciclos produtivos, os novos sacos permitirão, no futuro, uma significativa diminuição do consumo de materiais e da produção de resíduos, contribuindo para uma agricultura mais limpa, mais consciente e mais amiga do ambiente.
Além disso, esta inovação não implica qualquer encargo adicional para os produtores, uma vez que os sacos continuam a ser fornecidos gratuitamente.
Transição gradual e acompanhada
A substituição será feita de forma faseada, garantindo uma adaptação tranquila por parte dos produtores. Durante este período, a GESBA continuará a disponibilizar gratuitamente tanto os sacos de TNT acabando paulatinamente com o saco de plástico. Trata-se de uma mudança com responsabilidade, mas sem custos para os produtores, mantendo o apoio constante ao setor.
Formação e apoio técnico especializado
Para assegurar uma transição eficaz, a GESBA disponibilizará formação especializada e acompanhamento técnico. O objetivo é garantir que os produtores tiram o máximo partido dos sacos reutilizáveis, percebendo não só as vantagens ambientais como também os benefícios diretos na qualidade da banana. Uma melhoria já visível nas explorações piloto que utilizam sacos de TNT desde 2024.
Investimento com impacto real
A aquisição dos sacos decorre de um concurso público promovido pela GESBA, que prevê a entrega de 1,2 milhões de unidades, num investimento total de 241 mil euros. Este é um investimento expressivo e inteiramente suportado pela empresa, com um objetivo claro de promover a sustentabilidade do setor, melhorar a qualidade da Banana da Madeira e garantir melhores condições para os produtores. Ao assegurar a gratuitidade dos sacos, a GESBA reforça o seu compromisso com uma agricultura mais eficiente, responsável e orientada para o futuro, colocando o interesse dos produtores no centro da sua estratégia de modernização e valorização do setor.
Durante uma visita a uma exploração já adaptada ao novo sistema, o Secretário Regional da Agricultura e Pescas, Nuno Maciel, constatou “in loco” a eficácia dos sacos de TNT, a sua reutilização prática e o impacto positivo na qualidade da Banana da Madeira. “O caminho a seguir é este”, afirmou o governante.
“Esta é uma medida que se insere numa lógica de agricultura 4.0, onde inovação e sustentabilidade andam de mãos dadas. A aposta em práticas sustentáveis é um desígnio que se pretende para toda a agricultura madeirense. Acreditamos que esta é a via certa para garantir o futuro do setor, acrescentar valor aos nossos produtos, tornar a produção mais eficiente e responder às exigências dos mercados regional e nacional, onde os consumidores são mais exigentes e mais bem informados. Tudo isto com um objetivo muito claro: valorizar o trabalho dos nossos produtores, preservar o ambiente, diminuir os custos com os resíduos”, sublinha o Secretário Regional Nuno Maciel.
Reutilizar é mudar mentalidades
A iniciativa faz parte de uma estratégia verde alargada, que procura consolidar a confiança do consumidor e preparar o setor para os desafios do futuro. A marca Banana da Madeira, reconhecida como Escolha Sustentável 2025 pela “Escolha do Consumidor”, assume assim a responsabilidade de continuar a liderar pelo exemplo, com soluções que beneficiem os produtores, os consumidores e o meio ambiente.
“Ser reconhecidos como marca sustentável é motivo de orgulho, mas também uma obrigação de continuar a melhorar. Acreditamos que proteger o planeta pode e deve ser simples, acessível e eficaz. E é isso que estamos a fazer, com medidas concretas, sem custos para os produtores e com impacto real no futuro”, conclui o Secretário Regional, Nuno Maciel.