"Hola mis panas! Como están?" Foi desta forma descontraída e calorosa que a secretária regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, saudou as centenas de luso-venezuelanos reunidos estA sexta-feira na marginal da Ribeira Brava, dando início à 14.ª edição da Festa Luso-Venezuelana — um evento que, há mais de uma década, une comunidades com histórias e percursos entrelaçados.
Como manda a tradição, a inauguração contou com a habitual volta pelas barraquinhas, maioritariamente dedicadas a comes e bebes de origem venezuelana. A secretária regional, acompanhada pelo vice-presidente da autarquia, Jorge Santos, e pelo deputado oriundo da Venezuela, Carlos Fernandes, provou tequenhos, a refrescante chicha de arroz e outras iguarias e bebidas típicas, num ambiente marcado pela música, pelas cores e pelos aromas da gastronomia.
Na Ribeira Brava, onde participou na sessão de abertura em representação do presidente do Governo Regional, Paula Margarido evocou a história de quem partiu da Madeira em busca de um futuro melhor e de quem, vindo de longe, escolheu a Região para viver, contribuindo para o desenvolvimento e a economia local.
“A nossa economia continua a crescer, a taxa de desemprego é a mais baixa desde 2011 e está abaixo da média nacional. Temos bons serviços públicos, saúde, educação e, acima de tudo, segurança, estabilidade e humanidade. E nada disto seria possível sem o contributo de todos”, afirmou.
A governante sublinhou que o progresso regional é fruto do trabalho conjunto: “Seja no comércio, na agricultura, na hotelaria, na cultura, no associativismo ou na vida comunitária”.
Com um sorriso, concluiu: “Hoje celebramos. Celebramos a amizade entre povos, celebramos o amor pelas raízes, celebramos o futuro que construímos juntos.”