Foi apresentado, quarta-feira (19 de novembro), na Igreja do Colégio, o catálogo “Iconografia Musical nas Capelas, Igrejas e Conventos do Funchal”. Trata-se de um trabalho de levantamento, estudo e divulgação da iconografia musical presente no património religioso do Funchal, com enfoque em imagens, pinturas e elementos decorativos, onde os instrumentos musicais e a prática musical surgem representados. O documento agora editado reúne um conjunto significativo de registos fotográficos, com fichas técnico-históricas, textos de enquadramento e notas de leitura que facilitam a fruição e a mediação cultural deste espólio.
O objetivo central deste documento é valorizar o património, promover a educação artística e aproximar a comunidade das suas memórias musicais, reforçando pontes entre investigação, conservação e programação cultural, circunstância relevada pela Secretária Regional de Educação, Ciência e Tecnologia, Elsa Fernandes.
«Este momento significou uma celebração do nosso património artístico, espiritual e educativo. Ao folhearmos as páginas deste catálogo, somos conduzidos por uma viagem visual e histórica através da música que habita os nossos locais sagrados. Cada imagem, cada detalhe iconográfico, é um testemunho da presença viva da arte musical na identidade cultural do Funchal e da Madeira. Estas representações, que atravessam séculos, recordam-nos que a música foi e continua a ser uma linguagem universal de fé, de emoção e de comunidade», relevou a governante, agradecendo a todos quantos tornaram possível aquele projeto: investigadores, fotógrafos, historiadores, técnicos de conservação e as instituições envolvidas. «O vosso trabalho é um exemplo de como a colaboração entre a ciência, a arte e a educação enriquece o conhecimento e fortalece a nossa ligação ao património.»
Elsa Fernandes não tem dúvidas de que a RAM tem vindo a afirmar-se, de forma consistente, na valorização da cultura como pilar da formação integral dos cidadãos. «Este catálogo é um instrumento pedagógico de grande relevância, que poderá ser utilizado nas escolas, nas universidades e nos espaços culturais como recurso para compreender melhor as interligações entre a música, a história e as artes visuais», sublinhou, deixando um desafio: «Que este catálogo sirva de inspiração para novas investigações, novas criações e novas formas de ensinar e aprender sobre a herança cultural que nos define como povo», concluiu.