A Secretaria Regional de Economia, os taxistas, os operadores turísticos e os agentes de cruzeiros voltaram hoje à mesa das negociações para resolver o diferendo que tem levado a TáxisRAM a falar de “concorrência desleal” no porto do Funchal.
A TáxisRAM concordou em esperar pelas conclusões do grupo de trabalho que irá apresentar propostas para a criação de um novo regulamento para o porto do Funchal, que compatibilize todos os interesses, o que deverá acontecer até ao final de fevereiro.
“Dentro dos próximos 30 dias não haverá manifestações”, começou por garantir o Presidente da TáxisRAM. Paulo Pereira prometeu “aguardar pela resposta da APRAM, por aquilo que sairá da atualização do regulamento e, em sintonia com todas as partes, fazer o que é melhor para continuar a trabalhar como trabalhávamos”, frisou.
Além do Secretário Regional de Economia a reunião contou com a participação da Presidente da APRAM – Administração dos Portos da Madeira, Paula Cabaço, que anotou as reivindicações dos taxistas da TáxisRAM no acesso ao porto.
Uma hora mais tarde foi a vez de ouvir a opinião dos restantes operadores, na reunião onde esteve representada a AITRAM - Associação Industrial de Táxi da Região Autónoma da Madeira, que não vêm motivos para a alteração das regras que estão em vigor. No entanto aceitam, que para bem de todos, se façam melhorias no regulamento de acesso dos operadores turísticos e de transporte ao porto do Funchal.
Liliana Vieira, representante da BC Tours Portugal e da Ibercruises apela ao bom senso, sob pena da “imagem da Madeira ficar penalizada junto dos armadores”. “Entendemos que há regras que é preciso cumprir, mas tenho de salientar que o Porto do Funchal é um dos melhores. Na Madeira o serviço é impecável”, destacou.
“A relação entre todos os agentes económicos, mesmo concorrentes, é ser saudável e de cooperação, existindo oportunidades para todos. Não compreendemos estas reivindicações, uma vez que tem havido sempre recetividade às sugestões dos operadores turísticos e dos táxis por parte da Administração dos Portos da Madeira”, aclarou Liliana Vieira.
“Os agentes económicos que operam no Porto do Funchal são contratados diretamente pelos armadores, não se apresentando no local sem um contrato efetivo. Os táxis são os únicos agentes presentes sem contrato, atuando como serviço público; nesse sentido, a sua função deveria focar-se no transporte de um ponto A para um ponto B, e não na venda de tours”, vincou.
“No entanto, e apesar de considerarmos que não há necessidade de alterar a regulamentação atual, estamos disponíveis para colaborar na sua melhoria, de forma a salvaguardar a imagem do nosso porto”, concluiu a representante da BC Tours Portugal e da Ibercruises.
O encontro contou, ainda, com a participação dos representantes das empresas Travel One Portugal, Blandy e Carristour.
O Secretário Regional da Economia, José Manuel Rodrigues, destaca que o novo regulamento, que vai ser criado, pretende, com os contributos de todos, compatibilizar os interesses das diversas empresas que operam no porto do Funchal, quer sejam em nome individual ou coletivo.