Nuno Maciel aproveitou o fórum ‘LEADER: 30 Anos de Impacto - Resultados e Desafios do Desenvolvimento Rural’, promovido pela ADRAMA, e que teve lugar no Auditório da Escola Agrícola da Madeira, para dizer que pretende reunir urgentemente com o governo nacional, levanto no topo das prioridades a compensação dos sobrecustos que a Região tem assumido com o POSEI – Programa de Opções Específicas, para fazer face ao Afastamento e à Insularidade.
O secretário de Agricultura e Pescas adiantou que a Região está já a injetar 4,5 milhões de euros do Orçamento Regional para que os agricultores não sintam diferenças e continuem a receber as mesmas verbas, pelo que, vincou, “a República tem de olhar para estas questões, porque já olhou para os Açores com 16 milhões de euros”.
O atraso no PEPAC é outra das preocupações de Nuno Maciel. “É um assunto que está no topo da minha agenda para abordar com o ministro, e que espero comece a ser operacionalizado com a celeridade e a eficiência desejada. É um processo que, como sabem, está atrasado na origem, em Bruxelas, mas também em Portugal, principalmente pela exigência europeia de centralizar, ainda mais, a gestão dos fundos numa única plataforma nacional”, explicou o secretário regional.
GAL já podem concorrer aos fundos comunitários
O secretário regional de Agricultura e Pescas aproveitou o fórum da ADRAMA para dar uma boa novidade aos presentes.
Foram lançados os avisos e as orientações técnicas para a apresentação de candidaturas para o funcionamento dos Grupos de Ação Local (GAL), às quais podem concorrer a ADRAMA e a ACOPARAMA. São 2,3 milhões de euros que passam a estar disponíveis para que estas associações poderem desenvolver os seus trabalhos.
No entendimento de Nuno Maciel, os Grupos de Ação Local (GAL), como é o caso da ADRAMA, têm contribuído, através do apoio dos fundos comunitários, “para uma estratégia de desenvolvimento territorial integrado, atendendo a especificidades e necessidades locais, que de outra forma talvez não fossem possíveis de acolher.
“Teríamos, estou certo, um despovoamento mais acentuado, uma população mais envelhecida no espaço rural, comunidades menos desenvolvidas e economicamente mais vulneráveis” referiu o governante.
Um anúncio que vai ao encontro dos dirigentes destas associações, assegurado assim o normal funcionamento destas instituições.