O presidente do Governo Regional salientou hoje a importância para a Madeira da realização de eventos como o Campeonato Europeu de Natação Artística, que está a decorre no complexo de piscinas da Penteada, desde ontem até quinta-feira.
«Acho ótimo a sua realização entre nós, do ponto de vista desportivo – salientou Miguel Albuquerque, durante visita realizada àqueles campeonatos – mas também é muito bom ao nível turístico e comercial».
O líder madeirense recordou, a propósito, que este contacto com outras seleções é muito importante para os atletas nacionais e regionais. «Em alta competição é fundamental os nossos atletas federados acompanharem as outras seleções e competirem com elas. Porque isso vai dar-lhes mais competitividade. Este contacto é essencial para a sua evolução», explicou.
Miguel Albuquerque mostrou-se ainda muito satisfeito pela escolha da Madeira como local para a realização do primeiro Campeonato Europeu de Natação Artística – até à data, a natação artística integrava o campeonato europeu de Natação – frisando que esta é mais uma competição internacional que decorre entre nós.
Uma escolha que tem a ver com as infraestruturas desportivas e de acomodação e com a capacidade de organização, mas que é também consequência das altas performances
dos nossos atletas e clubes e, sobretudo, de uma forte aposta na formação desportiva, a partir do contexto escolar.
Uma aposta nos últimos anos, no pós-autonomia, que fez com que, hoje, «o rácio dos atletas nas diversas modalidades seja superior à média nacional, sobretudo ao nível da alta competição e presença em provas internacionais».
Mas, esta aposta na formação não se faz apenas no Desporto. Faz-se também nas Artes – «o rácio de estudantes a estudar nas escolas de arte, inclusive nos Estados Unidos, é superior à média nacional» – e nas tecnológicas («os testes PISA 2022 apontam os alunos da Região como superiores à média nacional e à média europeia»).
Estas são, enalteceu Miguel Albuquerque, «as consequências de se investir a médio e longo prazo».
Segundo o governante, «as políticas desportivas, como a generalidade das políticas de formação, não são políticas instantâneas, para aparecer no dia no Facebook. São políticas que exigem investimento, formação, concertação de meios, continuidade», enfatizou.
«Se estes miúdos começaram a ter formação desportiva ao nível escolar, como espero que o País em breve tenha, é lógico que depois se comece a ter um conjunto de atletas, por processo de seleção natural, a participar em provas de alta competição», acrescentou.
A propósito, socorreu-se do seu exemplo pessoal, enquanto nadador federeado, para lembrar que nessa altura, em 1976, o País tinha apenas uma piscina de 50 metros, em Coimbra. Na Madeira e na generalidade do País nadava-se em piscinas de 25 metros. O que fazia, lamenta, que os atletas nacionais não conseguissem competir por igual com outras seleções.
Questionado sobre futuras instalações desportivas, Miguel Albuquerque repetiu o que já dissera na véspera, na Quinta Vigia, na receção à seleção feminina de futebol: «Precisamos de um novo pavilhão no Caniço e do pavilhão de Machico totalmente requalificado. Estas são as prioridades em termos de instalações desportivas. No mandato anterior foi a construção do campo do Ribeiro Real e do pavilhão do Estreito, ambas em Câmara de Lobos».