Aos jornalistas, Miguel Albuquerque enalteceu a medida, revelando ser «importante ter-se a noção da capacidade de produção instalada e que essa capacidade de produção industrial permite a exportação de bens, produtos e serviços produzidos na Madeira».
A propósito, lembrou os resultados da nossa balança comercial, «que nos últimos anos tem sido positiva, como aconteceu no ano passado, com um saldo positivo entre exportações e importações de 80 milhões de euros, algo que era impensável há anos».
Neste sentido, reitera ser importante explicar aos madeirenses e aos porto-santenses esta nova realidade e também reconhecer o trabalho dos nossos empresários.
Segundo Miguel Albuquerque, «e importante que a Região tenha empresas com capacidade exportadora, que é o que acontece com a Empresa de Cervejas da Madeira, que é uma empresa detida a 100% por um grupo madeirense». «Aliás, é a única cervejeira a nível nacional», lembrou.
Questionado sobre apoios às empresas, Miguel Albuquerque recorda que o seu Governo «introduziu um apoio à exportação» e que «esse apoio continua consignado no Orçamento Regional».
«Houve um atraso no pagamento desse apoio ao transporte dos produtos devido ao facto de termos estado em governo de gestão. Mas, agora, com a aprovação do Orçamento, tudo voltará à normalidade», explicou.
Miguel Albuquerque foi ainda questionado sobre uma proposta que tinha lançado, minutos antes, para que a ECM estudasse a possibilidade de produzir aquilo a que chamou de “bebida do arraial”: vinho seco com laranjada.
«Foi uma brincadeira, mas eu acho que a nossa 'bebida de arraial' é extraordinária. É a melhor bebida para acompanhar uma espetada, e os madeirenses que gostam de festas populares sabem isso. É o vinho com laranjada», explicou.
A sua sugestão passaria pela embalagem dessa mistura e posterior comercialização. «O que eu sugeri, uma vez que eles também são agentes de algumas sangrias e outras bebidas, seria lançar um pacote, ou uma garrafa, como agora se faz, da bebida da arraial da Madeira, que eu acho que seria um sucesso».
Uma bebida que até poderia conquistar as novas gerações, mais apreciadoras de misturas, mas que «nunca tiveram a oportunidade de comer uma boa espetada em pau de louro com a 'bebida de arraial'».