O presidente do Governo Regional garantiu hoje a continuidade do festival “24 Horas a Bailar”, que vai já na sua 40ª edição. O evento, da iniciativa da Casa do Povo de Santana – para cujo líder, Manuel João Ornelas, pediu uma enorme salva de palmas – mas apoiado pelos executivos madeirense e camarário, é para preservar na sua essência, mas melhorando-o nalguns pormenores, sobretudo logísticos.
Miguel Albuquerque lembrou que «só os tontos mudam para pior». «A nossa ideia é mudarmos aquilo que temos de mudar, mas para melhor», explicou.
O governante, a propósito, acentuou ainda que aquele «Festival tem sido um grande sucesso, ao longo de todos estes anos, na promoção da nossa cultura, da nossa etnografia, dos nossos costumes, das nossas artes e da nossa identidade».
Por isso, garante, enquanto estiver no Governo, vai continuar a apoiar aquele evento, que é «fundamental do ponto de vista da divulgação da nossa Cultura e, sobretudo, do entendimento daquilo que somos».
Mas, não é só o “24 Horas a Bailar”. Outros eventos de raiz tradicional são para continuar a apoiar.
Mas, exortou, é preciso ter em conta que «temos, hoje, grandes músicos, grandes cantores, grandes artistas, grandes executantes que têm de ser apoiados nestes eventos».
«Temos de promover os nossos artistas, temos de promover os nossos jovens. Muitas vezes, vão buscar uns senhores que não valem nada, quando temos excelentes artistas na Região. Temos de apoiar a nossa malta. Temos de dar a oportunidade de os nossos mostrarem aquilo que valem. E as pessoas vão ficar agradavelmente surpreendidos com a sua qualidade», complementou.
Porque, disse ainda, a Região tem hoje um naipe de jovens com talento para as artes verdadeiramente extraordinário. Até fruto da aposta que a Região vem fazendo na educação artística, na educação musical nas escolas, desde o primeiro ciclo do Ensino Básico.
Segundo o líder madeirense, «estes festivais, estas festas regionais contribuem significativamente para continuarmos a desenvolver a nossa cultura e o acesso à formação e educação dos nossos jovens».
Outra nota deixada pelo Governo foi endereça «ao conjunto de pessimistas que temos na nossa terra e que acordam de manhã e veem tudo negro». «E que diziam que os grupos de folclore iam acabar, que não se renovavam. Que as bandas iam acabar, porque não se renovavam. Que as Casas do Povo iam fechar, porque ninguém queria saber das Casas do Povo», lembrou.
Segundo Miguel Albuquerque a situação atual está à vista de todos e contraria visivelmente aquele pessimismo: «Todas as bandas da Madeira estão dinâmicas, com renovação de músicos e com novas gerações. Os grupos folclóricos também. E as Casas do Povo são cada vez mais intervenientes e mais dinâmicas!».
Desta forma, concluiu «vamos continuar a trabalhar todos juntos e com força, para continuarmos a apoiar a nossa Cultura».