O presidente do Governo Regional aproveitou a presença de muitos dos agentes turísticos e hoteleiros da Região no Caniço, nas instalações do Sentido Galo Mar – no âmbito da entrega dos 78 galardões Green Key a unidades hoteleiras madeirenses, premiando a sua sustentabilidade ambiental – para anunciar novas medidas para o sector.
Assim, depois de agradecer a todos os representantes hoteleiros e dos agentes turísticos ali presentes pelo contributo que estão dando para um objetivo fundamental da região, que é a certificação ambiental de primeira categoria da Madeira, Miguel Albuquerque salientou ser fundamental «esta comunhão de esforços do sector público com o sector privado, de modo a continuar a proporcionar uma Região com grande qualidade em todos os sectores e do ponto de vista da sustentabilidade ambiental e para continuarmos a ter um destino de excelência».
Aos empresários, lembrou que estamos no início de um novo ciclo, mas garantiu que todos os esforços que serão feitos em parceria com os agentes turísticos e hoteleiros serão para melhorar a oferta do destino em termos de qualidade.
Desde logo, avançou, «na preservação da paisagem e na preservação, divulgação e promoção do nosso património natural e do nosso património edificado».
Até por forma, explicou, «a garantir que o turista continuará a ter uma estada completamente compatível com a vivência dos nossos concidadãos», mas também com o objetivo, «que neste momento será cimeiro, de ultrapassarmos um conjunto de ocasionais constrangimentos que se verificam em alguns dos locais mais atrativos da ilha».
Neste sentido, anunciou que o secretário da tutela tem, neste momento, «instruções políticas para encetarmos uma reorganização qualitativa dos espaços». «Em alguns desses espaços serão cobradas taxas, no sentido de garantir que esses mesmos espaços terão todas as condições de segurança e de limpeza e que proporcionam a quem os utiliza condições operacionais e funcionais de qualidade», acrescentou.
«Acho que, neste momento, o nosso grande objetivo, na Madeira, é continuar a fazer o upgrade do destino, com qualidade, com preço ajustado ao serviço que prestamos. E, obviamente, com a manutenção do equilíbrio ecológico, da sustentabilidade ecológica da nossa ilha», frisou.
Uma consideração que levou a apelar a todos os agentes do Turismo para que acompanhem «estas novas medidas do Governo, que serão tomadas em breve». E que serão medidas no sentido de garantir que o destino Madeira continua e continuará a ser um destino de excelência e um destino de sustentabilidade ambiental.
O governante disse ainda que todas estas medidas serão acompanhadas por uma auscultação dos agentes do sector.
Por outro lado, assume não ter quaisquer dúvidas de que é preciso «inverter rapidamente alguma situações que se verificam, nomeadamente no sentido de não passar qualquer imagem de degradação de qualidade do Destino».
Miguel Albuquerque antevê que algumas das medidas possam vir a ter alguma contestação pontual, mas vai avisando que o Governo Regional não está para procurar consensos, mas sim para tomar decisões que foram sufragadas pela população em eleições. «Estamos aqui para tomar decisões que vão ao encontro do interesse regional e do interesse da nossa população, e também do interesse dos nossos agentes turísticos», explicou.
O líder madeirense lembra que «inguém deseja uma degradação do destino, ninguém quer vender um destino com preços baixos, ninguém quer ter aqui uma situação de degradação de vivências coletivas que não interessa nem à população nem interessa a quem nos visita».
Portanto, acrescentou, a Região vai «orientar todas as ações futuras no sentido de manter a qualidade, de manter a sustentabilidade e de manter o controlo e, sobretudo, de melhorar e promover o que são os nossos ativos, que são a paisagem, o conforto, a segurança, as condições que fazem com que as pessoas se sintam aqui como em casa».
Desta forma, agradeceu, já à partida, a colaboração e a compreensão dos agentes turísticos e hoteleiros para com estes novos desígnios do Turismo da Madeira.
«Os números estão à vista de todos, temos os melhores resultados de sempre, no último ano, em todas as variáveis turísticas. Mas, agora, não vamos dormir à custa dos louros que alcançámos. Vamos continuar a melhorar e a palavra agora não é quantidade, é preço e qualidade», avisou.
Miguel Albuquerque explicou ainda, à Comunicação Social, que as medidas irão passar pela reorganização dos espaços, por percursos pagos de modo a que a manutenção e a segurança dos percursos seja garantida, por disponibilizar estacionamentos pagos, pela instalação de postos de socorro, pela limpeza periódica, pela manutenção dos varandins, pela conservação das plantas».
«Tudo isto custa dinheiro e não é lógico que sejam os contribuintes da Madeira a pagar todo esse investimento. Teremos de aplicar o princípio do utilizador/pagador. Ninguém se importará de pagar se fizermos um upgrade desses espaços em termos de limpeza, segurança e condições. É isso que vamos fazer rapidamente», asseverou.
Depois, acrescentou: «Se queremos melhorar os espaços e ter condições de segurança as pessoas terão de pagar. Já é assim em todo o mundo».
Miguel Albuquerque explicou ainda que só agora é que há Orçamento «, pelo que só agora se poderá avançar com os concursos públicos necessários, de modo a permitir a implantação das novas medidas.
O líder madeirense deixou ainda claro que «as pessoas da Madeira, com cartão residente, não pagarão». «Quem vem de fora pagará. E não se importará, com certeza, com isso», considerou.
O governante garante que os preços não serão exagerados e serão na linha do que já acontece em outros destinos concorrentes da Região, na ordem dos dois a três euros. As levadas mais frequentadas deverão ser os primeiros locais a acolherem estas novas medidas.
Questionado pela Comunicação Social, Miguel Albuquerque disse ainda que a gestão privada daqueles espaços não será para já. «Poderá ser algum dia…. Mas, não seria nenhum drama: os espaços continuariam a ser públicos, a gestão é que seria privada», concluiu.