A Secretaria Regional de Turismo, Ambiente e Cultura, através do Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN), está a executar, ao longo de 2025, um plano alargado de manutenção e limpeza de caminhos florestais, com vista à melhoria da rede de acessibilidades da Região e ao reforço da prevenção de incêndios.
Até à data, foram já intervencionados cerca de 70.872 metros de caminhos florestais, distribuídos por vários concelhos, numa operação que recorre a equipamentos mecanizados e mão de obra especializada, envolvendo tratores de rastos e retroescavadoras. Estes trabalhos incidem, sobretudo, na regularização do piso, reabilitação de valetas e drenos de escoamento, e na remoção de vegetação nas bermas até dois metros de cada lado, o que permite não só facilitar a circulação, mas também atuar como barreira à propagação de eventuais incêndios.
Na passada sexta-feira, o Secretário Regional Eduardo Jesus acompanhou, no terreno, uma dessas intervenções no concelho da Calheta, onde visitou um dos caminhos florestais alvo de reabilitação, ladeado pelo presidente do IFCN, Manuel Filipe. Durante a visita, o governante sublinhou a importância destas ações para o território: “Os caminhos florestais são infraestruturas fundamentais para a gestão ativa da floresta. Permitem o acesso às zonas de intervenção silvícola, facilitam a vigilância e o combate a incêndios, e são decisivos na defesa do património natural e humano da Madeira”, afirmou Eduardo Jesus.
“Ao garantir o bom estado destes percursos, estamos a assegurar não só a funcionalidade do sistema florestal, como também a segurança das populações e dos operacionais no terreno”, acrescentou.
A intervenção na Calheta é um exemplo da amplitude e impacto destas ações, que se estendem a outros concelhos, como o Funchal, Santana, Machico, Ribeira Brava e Porto Moniz, todos eles com caminhos estruturantes já beneficiados desde o início do ano. Estas limpezas são realizadas de forma faseada ao longo do ano, atendendo às condições climatéricas e à criticidade das zonas a intervir, num planeamento ajustado às necessidades de cada território.
Além da prevenção de incêndios, a reabilitação dos caminhos florestais tem um impacto direto na operacionalidade de diversas outras atividades florestais, como plantações, limpeza de matos, rega de espécies jovens, operações de controlo de vegetação invasora e monitorização da fauna e flora.
“É essencial que estes caminhos estejam transitáveis em qualquer altura do ano. Eles funcionam como verdadeiras artérias verdes que ligam diferentes pontos da floresta, servem os trabalhos dos sapadores florestais e da Proteção Civil, mas também são usados por agricultores, pastores e mesmo visitantes que frequentam as serras”, referiu ainda o secretário regional.
Em média, a Madeira intervém cerca de 200 quilómetros de caminhos florestais por ano, o que representa quase um sexto da rede total da Região, que ascende a aproximadamente 1200 quilómetros. Esta rede, espalhada por todos os concelhos, é essencial para a coesão territorial, permitindo o acesso a zonas remotas e de difícil alcance, sobretudo em situações de emergência.